Corrupção é causa de 66% de casos de expulsão do servidor federal em 2017

Compartilhe

O CGU (Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União) anunciou nesta segunda-feira (8) que o enfrentamento à impunidade no Poder Executivo Federal resultou, em 2017, na expulsão de 506 agentes públicos por envolvimento em corrupção e atividades contrárias ao Regime Jurídico dos Servidores (Lei nº 8.112/1990).

O principal motivo das expulsões foi à prática de atos relacionados à corrupção, com 335 das penalidades aplicadas ou 66% do total. Já abandono de cargo, inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos aparecem em seguida, com 125 dos casos. Também figuram entre as razões proceder de forma desidiosa (negligência) e participação em gerência ou administração de sociedade privada.

Entre os atos relacionados à corrupção estava valimento do cargo para lograr proveito pessoal; recebimento de propina ou vantagens indevidas; utilização de recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. Desde 2003, o Governo Federal expulsou 6.714 servidores. Desses, 5.595 foram demitidos; 549 tiveram a aposentadoria cassada; e 570 foram afastados de suas funções comissionadas.

Nos últimos 15 anos, as unidades federativas com mais punidos foram Rio de Janeiro (1.211), Distrito Federal (800) e São Paulo (716). Já as pastas com a maior quantidade de expulsões foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – que absorveu o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); seguido pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Fonte: OSul

Leia Também Acidentes de trânsito provocados por animais soltos na via Chuva volta ao Rio Grande do Sul nesta sexta CDL nos Bairros aborda estratégias de marketing CDL reúne empresários para tratar sobre o comércio ilegal