A criatividade pode ser o elixir da felicidade?

Postado por: Amilton Rodrigo de Quadros Martins

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Inicio esse episódio convidando a todos para conhecer o Podcast Papo de Professor, que produz entrevistas e conteúdos riquíssimos sobre educação que transforma, onde tive a honra de participar do Podcast sobre criatividade (http://papodeprofessor.com/pdp32-criatividade), nosso tema de hoje.

Desde a época de Platão, os pensadores acreditavam que a criatividade era um dom especial, onde um ser humano banal tinha um canal direto ao divino, fonte de toda criatividade. Em outro extremo, alguns pensadores acreditavam que as pessoas criativas eram loucas, pois sua espontaneidade, irracionalidade e modelo mental livre de paradigmas era sinal de demência.

Alguns séculos depois, na idade média, a criatividade era tida como genialidade, uma espécie de dom natural e intuitivo que não pode ser ensinado. Para Darwin e sua teoria do evolucionismo, a vida é criativa, e a criatividade é reconhecida como parte fundamental da vida e do processo evolutivo genético.

Com o desenvolvimento da Psicologia Humanista, Maslow abriu um novo capítulo nessa história, inaugurando uma visão científica da criatividade: constatou em suas pesquisas que saúde emocional e autorrealização podiam levar à criatividade, pois o ser humano precisa se sentir completo para transbordar seus limites e ser criativo.

Nos anos 60 a 80, a Psicologia Cognitiva voltou suas energias para a mensuração de inteligência e criatividade, aplicando testes em massa na população com intuito de fazer melhorias no sistema público de educação e emprego, buscando privilegiar os criativos com escolas ou empregos que aproveitassem melhor seu potencial. Resultado? A ideia foi abortada pois testes sem exatidão ou com respostas equivocadas poderiam ruir todo o sistema educacional e colocar o processo produtivo em colapso.

Ainda, existem teorias da criatividade centradas no indivíduo – acreditando que as pessoas nascem ou não com características criativas, podem até desenvolver, mas com pouca influência do meio. Outras teorias mais recentes, como a Criatividade Sistêmica, aponta para um ecossistema criativo, conhecido como 4 Ps da criatividade: Pessoas – sim, as pessoas podem ter mais ou menos características criativas, mas isso pode ser aprendido e desenvolvido; Processo – cada pessoa usa um modelo de processo criativo, que pode não funcionar para outras, portanto autoconhecimento é fundamental;Produto – é possível avaliar o potencial criativo de suas criações, apontar padrões e reconhecer sinais de alto grau de inovação ou criatividade; e Ambiente (Pressão) – o meio que vivemos exerce pressão, e sob pressão da necessidade e um ambiente propício, seremos mais criativos.

A tentativa de medir, reconhecer e desenvolver a criatividade está no imaginário popular desde muito tempo, e pessoas criativas notoriamente tem impulsionado as mudanças ou inovações tecnológicas, sociais e culturais desde os mais remotos registros da humanidade. Hoje, quase 2.400 anos depois da morte de Platão, a ideia de que a criatividade seja um dom divino e místico caiu por terra, e estamos cada vez mais perto de um elixir da criatividade – que não se bebe, mas se pratica com ações no dia a dia.

Conhecendo processos psicológicos de forma tão detalhada, pesquisadores da atualidade são capazes de descrever atitudes diárias e simples, que podem potencializar ou afastar a criatividade da sua vida – conheça elas e mude seus hábitos por uma vida mais criativa.

Nos próximo episódios, apresentaremos em detalhes, algumas atitudes bloqueadoras e potencializadoras da criatividade no trabalho e no cotidiano, buscando cada vez mais, nos tornar mais criativos, engajados, realizados, e segundo a Psicologia Positiva, mais felizes :-)

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