Presidente da Aprosoja Brasil visita as Rádios Planalto

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O presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa (à direita na foto), esteve visitando as Rádios Planalto AM e FM, na manhã dessa quinta-feira (11). Seus pai, Ladislau da Rosa, é natural de Mato Castelhano, mas em 1977 foi embora para Canarana (MT), comunidade que só tornou-se município em 1983. Naquela época, a energia elétrica na vila era movida a motor até às 22h.

Marcos da Rosa, trabalhou com seu pai, voltou a Passo Fundo cursar agronomia na UPF e depois retornou ao Mato Grosso e hoje preside a entidade nacional denominada de Aprosoja Brasil, que já tem 15 Aprosojas estaduais, ou seja, em todos os estados produtores da oleaginosa.

O Brasil é o 2º maior produtor de soja do mundo, foram 114 milhões de toneladas em 2017, chegando perto dos Estados Unidos. O faturamento do país somente com o complexo soja é de R$ 80 bilhões por ano e o setor é o principal responsável por todos os empregos gerados diretamente na indústria metal mecânica e indiretamente em todos os demais setores da economia.

Ao falar sobre a inflação de 2017, 2,95% (INPC), índice baixo e festejado pelo governo federal, Marcos da Rosa, disse que o custo é bancado pelo produtor de grãos e de carne. Ele lembra que os preços dos produtos de hoje são os mesmos de cinco anos atrás. Enquanto isso o custo de produção não parou de subir. “Há poucos anos colhíamos 40 sacas de soja por hectare e sobrava 15 sacas ao produtor, hoje colhemos, em média, 60 sacas por hectare, e não sobra mais nada porque estamos sustentando o baixo preço dos alimentos, ou seja, o consumidor pode comprar 5kg de arroz, de farinha ou de açúcar por R$ 9,00”, esclareceu. Na pecuária não é diferente, há produtor vendendo leite por apenas 67 centavos o litro, o quilo de suíno a R$ 3,40 e o quilo de boi a R$ 4,50.

Em Canarana-MT, o preço da saca de soja está em R$ 52,00. O custo é muito alto para chegar ao porto de Santos, que fica a 2.200 quilômetros.

O presidente da Aprosoja esclareceu ainda que apenas 7,6% do território brasileiro é usado para a produção de grãos. O produtor protege o meio ambiente, tem um custo com isso por não poder expandir suas áreas de produção e não recebe crédito de carbono ou qualquer outra compensação.

Marcos da Rosa e seu colega de faculdade João Vicente Fragomeni, permanecerão em Passo Fundo até sábado que vem, quando ocorrerá uma solenidade na UPF em homenagem aos 30 anos de formatura da turma. Um dos homenageados (in memoriam) será o padre Carlos Kipper, professora na faculdade durante muitas décadas.


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