Pai de santo Duda de Ogum esclarece dúvidas sobre rituais religiosos

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O crime bárbaro de esquartejamento de duas crianças ocorrido em Novo Hamburgo e que, após investigações, constatou a polícia se tratar de um ritual, levantou diversos questionamentos além de indignação da população.

Em conversa com João Altair no programa Na Ordem do Dia, o pai de santo Duda de Ogum esclarece algumas dúvidas mais frequentes, como a comparação entre trabalhos religiosos e rituais como o do crime que aconteceu e, também fala sobre a intolerância religiosa, preconceito e incitação ao ódio que infelizmente ainda permanecem na sociedade.

Duda de Ogum manifestou repúdio ao acontecido e esclareceu que as tradições das religiões afro-brasileiras não possuem nenhuma relação com o crime pois, prezam pelo amor, fraternidade e pela igualdade a todo ser.

As tradições destas religiões possuem somente o chamado ‘’abate religioso’’ - onde ocorre o sacrifício de animais que fazem parte da cadeia alimentar - com a intenção de compartilhar o alimento nesse tipo de festividade religiosa.

“Os abates religiosos são somente com animais da cadeia alimentar e, principalmente, pessoas mal informadas nos atacam criando coisas que não condizem com a nossa realidade dentro de nossos ritos, como o abate de animais domésticos, que nunca existiu e nunca existirá mas, a gente não pode responder por casos isolados de más praticas, pessoas insanas, pessoas criminosas.” disse Duda de Ogum.

Afirma que existem sim más práticas, mas de pessoas criminosas e más intencionadas e que, muitas vezes por falta de informação e pesquisa, a comunidade relaciona esses atos com a religião.  “É muito importante esclarecer para a comunidade, pois às vezes ela não tem a informação e o papel da imprensa é esse, levar à comunidade a informação correta e infelizmente, como em qualquer outro seguimento, existem essas más práticas.”  lamenta o pai de santo.

Também disse ter visto a coletiva do delegado sobre o caso, o que repercutiu muito e após ataques nas redes sociais vindo de várias pessoas, com comentários de incitação ao ódio, sacerdotes e sacerdotisas tiveram que se manifestar repudiando e esclarecendo que isso não possui nenhum vínculo com os ritos umbandistas.


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Texto por: Gabriela Soldá

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