Absolver é dar um viva à imoralidade

Postado por: Dilerman Zanchet

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Diz o dito popular que cão que ladra não morde. Claro que sim, pois ou abre a boca para latir, ou para morder. Assoviar e chupar cana não existe.

Complicado mesmo é se deparar com o cão quieto, que chega, cheira e dá o que tem de melhor na mordida.

A situação pela qual passa o país, principalmente em se aproximando do dia em que o TRF4 julgará Luiz Inácio pelos seus atos contra o país, inclusive por formação de quadrilha, é temerosa.

Está em jogo a seriedade, a ética, o respeito às instituições, a moral, a justiça e tudo o que as três ou quatro últimas gerações criaram em prol de uma sociedade que se diz democrática.

Julgar Luiz Inácio, proclamado candidato à presidência, e absolvê-lo é, literalmente, dar um banho de água gelada no povo que até agora educou seus filhos para estudar, trabalhar, produzir e progredir. É dizer que o crime compensa, que o Direito, a Constituição, com direitos e deveres, é uma farsa. Tão grande quando entender que “sem ele, a eleição é uma fraude!”.

Avaliar que os únicos corretos são os que querem Luiz Inácio culpado por tudo o que mentiu, enganou, desviou dos cofres e favoreceu, em benefício próprio, incluindo aí as declarações próprias das conversas telefônicas, autorizadas ou não, vazadas ao mundo, é dizer que a grande maioria, quase 70% do povo brasileiro, é burro.

Pior que isso: ameaçar a instituição Ordem, que se classifica como disciplina e respeito aos demais, direitos evidenciados naquela que aprovaram como Constituição, é pedir para ir para a cadeia. Nem que depois se tenha que apelar ao Gilmar.

A partir da Lava Jato, suas conclusões e suas investigações, o que se espera neste Brasil é de que Cunhas, Geddels, Renans, Barbalhos, Padilhas, Alves, Loures, Jucás, Temers, Gleises e tantos outros sejam declarados culpados, inelegíveis, presos e determinados a devolver o que roubaram do povo.

Os americanos, os europeus e os africanos dizem que não somos um país sério.

E pode ser?

Que nesta quarta, tenhamos realmente a justiça do homem atuando de forma firme e forte. Que a mão da Justiça brasileira recaia sobre o réu, e que a sapiência de nossos desembargadores seja a luz para um país melhor. Este é o país que queremos para nossos filhos.

E que os baderneiros, agitadores, que estiverem em Porto Alegre a fim de bagunça, sejam tratados como realmente merecem.

É o que se espera para que os rumos sejam retomados, com respeito à ordem, à Inteligência e à Justiça.

Caso contrário, por favor, devolvam para os índios.

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