Três gols de bola aérea: onde está o problema?

Postado por: Cristian Queiroz

Compartilhe

Boa parte da torcida gremista, assim como eu, deve sentir calafrios quando vê uma bola alçada na área do tricolor e isso se deve ha um passado recente, ainda sob o comando de Roger Machado, em que o Grêmio tinha muitas dificuldades nesse quesito. Após a chegada do Renato as coisas mudaram, Geromel e Kanneman acertaram a zaga, a sangria foi estancada e o resultado todos sabem.

Mas dai começa 2018 com o time de transição atuando pela Gauchão e, no primeiro jogo em casa, o Grêmio sofre cinco gols. Destes, três de bola aérea. Ao mesmo tempo em que é preciso entender que são garotos, que estão em inicio de carreira e tudo mais. Também é necessário dizer que é o time do Grêmio em campo, que se esses garotos estão lá é porque devem ou ao menos deveriam ter uma qualidade razoável para vestir a camisa tricolor. Os dois lados precisam ser levados em consideração.

E outro fator também precisa ser considerado: um time sofrer três gols da mesma maneira em uma mesma partida não é algo comum e eu não coloco a responsabilidade na dupla de zaga ou nos demais jogadores do sistema defensivo. Creio que, se um time sofre três gols da mesma forma, o problema está muito mais no sistema escolhido pelo treinador para defender do que propriamente na qualidade dos atletas. O treinador é o cara que diz para os jogadores o que eles irão fazer em campo. É ele quem define como cada um deve se posicionar em cada circunstância de jogo e isso me leva a crer que o problema defensivo que vimos no sábado contra o Caxias se deve a equívocos da comissão técnica, ou então os jogadores não obedeceram às ordens do treinador, que também não deixa de ser um falha da comissão técnica.

A dúvida que tenho é: quantos gols mais o Grêmio vai sofrer até que o problema seja resolvido? No primeiro gol o atleta do Caxias subiu sozinho para cabecear, será que ninguém se deu conta que isso não pode acontecer? Que deveria ser feita uma marcação mais próxima ao atleta adversário? Não, ninguém percebeu, ou percebeu, mas não conseguiu corrigir.

Madson é o lateral direito contratado para brigar pela titularidade, ele até não fez uma partida tão ruim, principalmente quando subiu para o ataque. Mas ele não precisa tentar cobrar todos os laterais para dentro da área. Madson fez isso o jogo todo e em nenhuma das tentativas houve a conclusão para o gol. Bem, se você passou 80 minutos do jogo tentando e não deu certo, muda, tenta outra forma, tenta outra jogada.

Bruno Grassi é um goleiro que eu gosto muito, já demonstrou muitas vezes toda a sua qualidade, tanto aqui no Passo Fundo quanto no Cruzeiro e até mesmo no Grêmio, mas nas últimas oportunidades em que esteve na meta tricolor não fez boas atuações. Grassi não consegue passar um jogo sem tomar gol e isso complica a vida de um goleiro. Talvez seja necessário adiantar a pré-temporada do Paulo Vitor até mesmo para preservar o Grassi que é um bom goleiro, mas está num momento ruim.

EC PASSO FUNDO

O Passo Fundo segue na sua pré-temporada em preparação para a Divisão de Acesso e os atletas já começam a ter contato com a bola. É um grupo jovem mesclado com nomes já conhecidos do torcedor assim como o dos adversários dessa primeira fase. O presidente Zambonatto sempre fala em disputar o segundo semestre, creio que desse elenco do Passo Fundo é possível tirar ao menos uma base de time para a copinha.

PASSO FUNDO FUTSAL

Enquanto a bola não volta a rolar no Ginásio Capingui, a direção segue trabalhando na formação do elenco para 2018. Nomes importantes na boa campanha de 2017 já tiveram a renovação de contrato anunciada pela direção, é o caso do Thales, Nuno, Vini Costa, Ismar, Romarinho, Zanco, Rafa Misso e a informação que se tem é que Dani Ottoni e Túlio também estão próximos da renovação. Para o PFF vale à máxima “em time que está ganhando não se mexe” repetindo o que foi feito em 2017 eu não tenho dúvida que 2018 será vitorioso.

** A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo não se responsabiliza pelo conteúdo dos seus colunistas. A responsabilidade é exclusiva de cada autor. 

Leia Também 25º Domingo do Tempo Comum. Municípios devem participar do censo SUAS O político honesto e seu Fusca. Uma incrível história real. Sabedoria