Gauchão: os perigos de um verdadeiro torneio!

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

Compartilhe
Olá, amigos internautas!
O Gauchão deixou de ser um grande campeonato, quanto a sua extensão, ganhando características de torneio. O período de realização é muito curto, o que requer atenção redobrada e planejamento pormenorizado por parte dos clubes. Aqueles que demoram a encontrar o bom futebol e alcançar uma boa pontuação nas primeiras rodadas dificilmente conseguem a recuperação.
A exceção talvez possa ser verificada em relação ao Grêmio, que entrou na competição com um time reserva, e, apesar de contar com alguns atletas promissores, o futebol ficou aquém do esperado. Menos mal que os titulares retornarão e com eles a esperança de crescimento na tabela. Porém, é preciso vencer com urgência e já diante do Cruzeiro.
Do próprio Grêmio vem o ensinamento de que os reservas da dupla Gre-Nal não são muito melhores que os titulares do interior em início de temporada. Enquanto fora de Porto Alegre, além de São José e Cruzeiro, a preparação começou ainda no ano passado, os treinamentos começaram mais tarde nos grandes clubes. É ilusão pensar que com menos tempo eles poderão render mais do que os atletas do interior. É brincar com a sorte.
Quanto ao interior, com uma disputa de pouco tempo, não se permite a demora para engrenar. Foi o que aconteceu com o Passo Fundo e o Ypiranga no ano passado, quando acabaram rebaixados. O tricolor ficou nove jogos sem vencer e cinco jogos sem marcar gol. A queda torna-se quase inevitável nessa condição. Uma das raras histórias de clube que começou mal e conseguiu na disputa de pouco tempo escapar do rebaixamento foi do Cruzeiro, do técnico Ben Hur Pereira. Mas, sabe-se, é exceção.
Quando os insucessos começam a ser somados, o aspecto emocional joga contra. Percebam a situação do São Paulo, que teve bom início, mas depois acumulou três derrotas, sendo duas em casa. Para conseguir se manter, terá que buscar resultados positivos longe de seu estádio. Não há outra alternativa. Mais preocupante é a condição do Novo Hamburgo, que passou por quatro rodadas sem ganhar, o que a ele determina uma condição extremamente difícil de recuperação, embora com um excelente treinador, o professor Beto Campos.
Ainda voltando ao Passo Fundo, o elenco de 2016 não era ruim. Alguns jogadores ficaram devendo, evidentemente. Entretanto, pelo futebol demonstrado na última rodada contra o Brasil se viu que o time, se tivesse mais tempo, poderia fazer uma boa campanha. O tempo é inimigo. Se não entrar muito bem, pode acabar muito mal.
Diante do quadro, se percebe a importância de se ter um trabalho desenvolvido durante todo o ano. Nas copinhas do segundo semestre é possível se garimpar bons nomes, que poderão ser acrescentados com as contratações. Começar com um time totalmente novo e esperar que dê "liga", como se diz popularmente, é muito arriscado. Nesse contexto, alguém pode levantar a bandeira dos custos que virão. Então, pergunta-se: quanto um clube irá gastar para subir, sem ter aquele milhão recebido pela participação na Série A?
Percebe-se a diferença básica entre gasto e investimento. As agremiações precisam se voltar para essa realidade.
Angústia é o que vai começar nas próximas rodadas de quem está mal na tabela do Campeonato Gaúcho. A bola vai pesar mais. Certo é que dois clubes cairão. O melhor meio de não pensar na queda é projetar desde cedo a classificação. Se estiver disputando uma condição de chegada, estará mais próximo de conviver com o cenário da despedida.

Até a próxima! Sejam felizes, vocês merecem!

Leia Também Correios está resolvendo seus problemas O time que perdeu para ele mesmo Alimentos transgênicos e potenciais riscos para a saúde Vou operar! O que fazer?