O regionalismo e o campeirismo na dança gaúcha

Postado por: Isadora Fochi

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Sem dúvidas, uma das mais belas manifestações artísticas que temos no tradicionalismo são as danças, sejam elas no estilo ENART ou no chamado estilo “Campeiro”. Este último, representa a autentica dança pesquisada por Paixão Cortês e Barbosa Lessa há anos atrás, valorizando muito a espontaneidade dos dançarinos e a interpretação de cada um deles.

Em 1949, Barbosa Lessa e Paixão Cortes viajaram junto à uma excursão ao Uruguai, onde tiveram contato com as danças campeiras da região. Maravilhados, voltando ao estado, iniciaram sua pesquisa sobre as danças tradicionais da cultura Rio-Grandense. Suas pesquisas foram inúmeras, e a primeira dança pesquisada foi o Pezinho, em 1950. Três anos depois, a dupla de folcloristas e pesquisadores lançava o Manual de Danças Gaúchas, que reunia todas as danças até então pesquisadas nos 52 municípios que foram visitados, dando grande ênfase ao regionalismo de cada dança. Tanto regionalismo, que Lessa e Paixão disseram As danças que apresentamos neste Manual, estão impregnadas do verdadeiro sabor crioulo do Rio Grande do Sul, são legítimas expressões da alma gauchesca.”.

Com o passar do tempo, essas danças foram divididas em dois estilos: o estilo ENART, que é o mais praticado e o mais popular, e o estilo Campeiro, ou Paixão, ou FEGADAN, não tão popular e mais restrito em número de praticantes. Ambos tipo apresentam uma grandeza imensurável, mas o segundo possui um valor regional e uma autenticidade muito grande. Realizado há 4 anos, o FEGADAN (Festival Gaúcho de Danças) é o evento maior, que o Movimento realiza, para valorizar as danças no estilo Paixão. Esse festival reúne as entidades que praticam tal estilo nas categorias Mirim, Juvenil, Adulta e Veterana, além de apresentar o concurso de Danças Birivas e também de ocorrer paralelamente ao FEGACHULA.

Nesta semana, a 32ª edição do Rodeio Internacional de Vacaria irá reunir diversas invernadas praticantes destas danças, que por muitas vezes, não são tão conhecidas e divulgadas. Um dos maiores rodeios da América Latina e também do mundo, mostrando a força do regionalismo e do gauchismo pesquisado há anos atrás por aquela dupla indescritível de folcloristas.

 *A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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