Sim, quase me mataram do coração

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Hoje venho contar um pequena história de voluntariado e paixão, que na última sexta-feira, dia 26 de janeiro, fez meu coração bater fora do compasso. Antes, convido a todos para fazer uma pequena viagem no tempo, ao ano de 2008.

Em outubro de 2008, a convite do meu amigo Moacir da Silva Júnior, fui convidado a conhecer a JCI – Junior Chamber International, que no Brasil tem o site http://www.jci.org.br, ou simplesmente Câmara Júnior, como já foi conhecida em boa parte do Brasil, mais fortemente nos anos 80 e 90. A JCI Passo Fundo estava sendo refundada, apadrinhada pela JCI Espumoso e mobilizada pelos amigos Gabriel e Graciela Colle.

Como vendido pelo meu amigo, lá eu poderia aprender liderança, comunicação e colocar em prática um antigo sonho, ser de alguma forma, mais útil para o sociedade. O que eu não sabia, é que estava sendo rasamente vendido pelo meu amigo, e que na verdade, aquela organização iria mudar minha vida, para muito, mas muito melhor.

Na JCI aprendi que o voluntariado tem que ser feito com responsabilidade, altíssima qualidade na entrega, e acima de tudo: compromisso. Não se decide ser voluntário para doar seu tempo, e sim investir seu talento. Desde 2008, tenho feito na JCI, um curso completo de graduação, mestrado e doutorado em cultura e relacionamento humano, com direito a especializações sobre cidadania ativa, relacionamento pessoal, gestão de projetos, empreendedorismo empresarial e social, gestão de crises e conflitos, empatia, comunicação e expressão verbal e não verbal, gestão de eventos, mobilização social, e muito mais.

E sabe o melhor de tudo? Enquanto eu me desenvolvia de forma imersiva e intensa, ao lado de grandes mestres de Passo Fundo, do Brasil e do mundo inteiro, a JCI Passo Fundo aplicava na comunidade local e regional, grandes projetos de impacto, como o Oratória nas Escolas, que consiste no estímulo a prática de falar em público, desenvolver habilidades como a comunicação, a extroversão e o poder de persuasão, também o estudo e reflexão sobre temas de preocupação mundial, tais como segurança, saúde, respeito, cidadania, paz, justiça, economia, meio ambiente, educação, formando nos jovens estudantes, uma consciência crítica em relação a estes temas e seu papel na sociedade.

A JCI não tem cor racial, religiosa ou política e tem sido definida como uma organização educacional suplementar na qual os jovens de uma comunidade podem associar-se dentro de um espírito de companheirismo e compreensão para desenvolver uma consciência cívica em seus membros, através de uma participação ativa em projetos construtivos que beneficiam a comunidade. A JCI se utiliza da energia e do entusiasmo dos jovens para desenvolver seu espírito de iniciativa e liderança defendendo a iniciativa, os direitos do indivíduo, estimulando a fraternidade entre os homens e servindo a humanidade, sob a égide da liberdade e da democracia.

Todo cidadão que se presta ao voluntariado de coração aberto, seja em projetos sociais, religiosos ou clubes de serviços, o faz por acreditar em uma causa, e acreditar que seus talentos podem ser úteis para a sociedade, e que com o coletivo dos talentos de seus pares, pode efetivamente transformar a sua realidade, e a realidade dos que o rodeiam, sejam eles conhecidos ou não.

Por fim, curiosos para saber o que houve no dia 26 de janeiro de 2018? Nessa data, durante a posse do 10º Conselho Diretor, encabeçado pelo Presidente Régis Correa, recebi uma valiosa e honrosa condecoração, com muita emoção, alegria e humildade, que foi o título de Senador da JCI, que confere reconhecimento como membro vitalício na JCI em todo o mundo. Estou certo que foi o segundo maior presente que ganhei da JCI, o primeiro foi sem dúvida, ter me tornado membro em 2008, quando meu mundo desintegrou seus limites, e meus horizontes profissionais e pessoais explodiram positivamente, como um BigBang que iniciou um novo capítulo na minha vida. Se pudesse resumir em 2 palavras, diria “Gratidão Eterna”, mas tentar resumir essa história de paixão e tanto aprendizado, seria um pecado capital.

Conhece jovens inconformados que gostariam de viver conhecer e viver tudo isso? Convide-os para entrar e imergir na JCI (http://www.jcipf.org.br), e depois me conte como foi.

Amilton Rodrigo de Quadros Martins, Educador e líder do InovaEdu IMED – Laboratório de Ciência e Inovação para a Educação

 *A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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