Cinco dicas para escolher o melhor nome para sua empresa

Postado por: Ionara Lermen

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Quando você decide empreender logo vem à dúvida: Qual nome adotar? Seu nome? Um nome fantasia? Escolher um nome errado pode trazer problemas para consolidar seu negócio, ser encontrado pelos clientes e otimizar as buscas na internet. O nome molda a identidade do negócio. Seguem algumas dicas para não errar:

1.            POSICIONAMENTO E ESTRANGEIRISMOS: Deixe claro ao que sua empresa se dedica e deixe o nome funcional de acordo com seu público: Qual é o estilo das pessoas? Quantos anos elas têm? Qual é o salário e nível educacional? Qual é o grau de sofisticação? Preste atenção na facilidade de pronúncia e evite “estrangeirismos” e nomes parecidos com os da concorrência. No caso da língua inglesa é comum ser utilizada quando se pretende agregar “status” a sua marca. Cuidado. Nem sempre a opção causa essa impressão. É preciso que haja realmente necessidade para isso e que haja certeza quanto à facilidade e familiaridade de pronúncia para o público alvo do seu negócio. Crie um nome fácil de lembrar e de soletrar.

2.            CRIATIVIDADE E RELAÇÃO EMOCIONAL: Tenha no nome se possível associação com seu público.  Procure um elemento e modo de ver que ninguém pensou. Um som. Um ruído. Uma expressão coloquial do seu ramo. (Lembre-se por exemplo de “Kodak”; “Google”, “Yahoo”, “Submarino”, “Apple”, “Bis”, “Oi”, nomes diferentes, inusitados, fáceis de pronunciar). Preste atenção na brevidade. Considere sempre a possibilidade de nomes curtos. Menos é mais. É preciso evitar nomes complexos ou compostos. Caso seja extremamente necessário um nome longo e composto cogite a possibilidade de utilizar siglas.

3.            SONORIDADE: O nome da sua marca é fácil de falar? Não queira ter de “ensinar” seus consumidores a pronunciar sua marca de forma correta tamanha a dificuldade. Nomes que fazem os consumidores pronunciarem de diferentes modos ou necessitem questionar a pronúncia podem causar constrangimento e refletir nas vendas. No Brasil existe uma série de nomes que a população precisou “aprender” a pronunciar e outros tantos que ainda causam situações embaraçosas (Exemplos: Häagen-Dazs, Levis, Nike, Walmart, Canon).

4.            MARKETING ON LINE: Verifique SEMPRE a disponibilidade da URL (o www.) para um futuro site. Se a URL está disponível, pense em como o nome escolhido será ou não fácil de ser localizado pelo seu potencial cliente nos sites de busca, em uma Fanpage e em outros aplicativos. Em tempos de Marketing Digital a verificação da URL é na verdade o primeiro passo ao se construir uma marca. É muito comum lançarem-se ótimas ideias e muitas ficarem pelo caminho pela indisponibilidade online.

5.            INDEPENDÊNCIA AUTORAL E EXPANÇÃO: Pesquise no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) a disponibilidade do nome para evitar repetições dentro do seu segmento. A escolha do nome está atrelada ao que você vende ou faz. Seu produto ou serviço. Se você tem metas claras e possibilidade de expansão, não vincule sua marca a apenas um elemento. Se você hoje faz trufas de chocolate e considera a possibilidade de ampliar seu negócio para bolos e outros doces, evite “trufas” no nome. Se corta cabelo ou faz maquiagem, mas sonha em ter uma clínica estética, evite “hair” ou “make” no seu nome. Use algo mais abrangente que não necessite de alteração futura.

*Quanto a utilizar o seu nome ou um nome fantasia, assista hoje à noite o lançamento de um vídeo inédito sobre essa dúvida muito comum e os prós e contras de cada opção em Facebook/iomidia.

Ionara Lermen é Publicitária. Especialista em Criação para Multimídias. Mestre em Comunicação e Semiótica. Atua com Marketing Digital em Io Mídia e Design.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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