Câncer de vesícula biliar – métodos de diagnósticos

Postado por: Jorge Carlotto

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Se os sinais e sintomas apresentados sugerirem que o paciente possa ter câncer de vesícula biliar, serão solicitados exames de imagem, de laboratório e biópsia, para confirmação diagnóstica e estadiamento da doença.

Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer. Os principais exames utilizados para o diagnóstico e estadiamento do câncer de vesícula biliar são:

Ultrassom: Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo. O ultrassom pode ser útil para determinar se uma massa na vesícula é sólida ou preenchida com líquido (cisto). Os padrões de eco produzidos pela maioria dos tumores de vesícula têm aparência diferente dos de tecido normal. Muitas vezes a ultrassonografia é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

Ultrassonografia Endoscópica: Nesta técnica, um pequeno transdutor é colocado na ponta do endoscópio. Este endoscópio é introduzido no interior do corpo e posicionado sobre a parede da vesícula, permitindo que o médico visualize as camadas da parede da vesícula, bem como os gânglios linfáticos e outras estruturas. A qualidade da imagem é melhor do que um ultrassom padrão em função da proximidade.

Tomografia Computadorizada: A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia. Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso. Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

Ressonância Magnética: A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização do câncer de vesícula, bem como a presença de metástases.

Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética:  Esta é uma forma não invasiva para fazer imagens dos ductos biliares usando ressonância magnética. Esta técnica não requer infusão intravenosa de contraste e não é invasiva, ao contrário de outros tipos de colangiografia.

Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada: Neste procedimento, um endoscópio, tubo longo e flexível, é inserido pela garganta do paciente, através do esôfago e do estômago até o duodeno. Através do aparelho é injetado um contraste para demarcar o ducto biliar e o ducto pancreático nas imagens de raios X. Nessas imagens é possível visualizar qualquer alteração como um estreitamento ou bloqueio nos ductos. Este exame é mais invasivo que o anterior, mas tem a vantagem de que o médico pode retirar amostras de células ou fluídos para análise.

Na próxima semana, conversaremos sobre o tratamento do câncer de vesícula biliar. Até logo!

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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