Acessibilidade em um trecho da Avenida Brasil em Passo Fundo

Postado por: Alcindo Neckel

Compartilhe

Dr. Alcindo Neckel - Professor do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - IMED

As acadêmicas Indiara Pinto Brezolin, Thuana de Souza, Luana Zago Camel e Amanda Belusso do curso de Arquitetura e Urbanismo da IMED, durante, a disciplina de Geoprocessamento, realizaram um estudo de caso, tendo, como: objetivo geral relacionar o conceito de acessibilidade em vias urbanas e relacionando com um trecho na Avenida Brasil, em área central da cidade de Passo Fundo/RS. Possibilitando, a identificação das dificuldades encontradas pela população que circula de maneira pedonal.

Convém lembrar da falta de adaptação às normas técnicas estabelecidas pelo poder público. Além da necessidade de reintegração do indivíduo no contexto social e urbano.

A acessibilidade em vias urbanas analisadas no trecho da Avenida Brasil Leste, na área central da cidade de Passo Fundo/RS, entre, o Rio Passo Fundo e a Praça Tochetto, revelou-se de forma surpreendente devido as suas condições.

Baseando-se na NBR 9050, aplicou-se uma ficha técnica, para coletar dados em cinco categorias: Calçadas, Piso utilizado, Guias rebaixadas para pedestres, Guias rebaixadas para veículos e Estacionamento.

Calçadas: Estão em degradação constante. Possuem faixa livre para circulação de pedestre, contendo desníveis em alguns pontos. Não há sinalização com piso tátil, exceto em frente há uma escola de ensino privado.  Segundo a NBR 9050, a faixa de passeio, fornece ao pedestre nenhum tipo de obstáculo, com 1,20m de largura mínima e 2,20m de altura disponível e a faixa de acesso, que destina um local de passagem da área para o lote, possibilitado apenas em calçadas superiores a 2,00m. Observou-se um alto problema enfrentado com a largura das calçadas e sua utilização, referindo-se que também ao alto grau de inclinação nas vias, impossibilitando, a maneira correta do tráfego.

Piso utilizado: O piso utilizado nas calçadas é antiderrapante de material cimentício, contém ressaltos, sendo inrregulares em grande parte do trajeto analisado. Para a NBR 9050, os materiais de revestimento e acabamento das calçadas devem ter superfície regular, firme, estável, não trepidante para dispositivos com rodas e antiderrapante, sob qualquer condição (seco ou molhado). Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em rotas acessíveis.

Guias rebaixadas para pedestres: É irregular e contém degradação, e em alguns casos não esta locada em frente as faixas de pedestres e nas esquinas, além de não conter piso tatil de alerta. O rebaixo das calçadas é outro problema encontrado no local, em que a NBR 9050 pressupõe que a inclinação não seja superior a 8,33%, nas rampas de abas laterais e no sentido longitudinal - centralizado.

As guias rebaixadas para veículos: Na maior parte delas não tem sinalização de alerta, sendo, irregular e contém degradações.

Estacionamento: Contém vagas de estacionamento na maior parte do trecho analisado. Porém não á sinalização que indique vagas para pessoas com deficiência ou idosos; na maioria delas não existe guia rebaixada de acesso à calçada. As vagas de estacionamentos para pessoas com deficiência devem seguir a norma respeitando a sinalização adequada, com um local para acesso ao veículo de 1.20m de largura mínima, quando, distante da passagem do pedestre, devem está com trajeto acessível , bem posicionada e possuir piso seguro para a locomoção (NBR 9050).

Os resultados revelaram que a acessibilidade dos espaços públicos se encontram relacionados de maneira direta a qualidade de vida da população. Para melhorias, além da requalificação, nesses locais degradados. O estudo propõem os fluxos e usos, para tranformar uma cidade mais humanizada com direitos iguais e futurística com idéias e pensamentos de cidade inteligente.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

Leia Também 560 mil quilômetros de histórias e contando Negócios da área da saúde e a preocupação ambiental Declaração Universal dos Direitos Humanos As saídas temporárias dos presos