Direitos Humanos e violência

Compartilhe

A atuação em vista a promoção, defesa e concretização dos Direito Humanos no Brasil e no mundo é rotineiramente marcada por comentários públicos recheados de preconceito, violência e ausência de informação segura, tanto do ponto de vista histórico quanto das vantagens e consequências de uma opção política, legal e cultural pelos direitos.

Se junta a isso expressões ridículas que denotam, além do exposto acima, o desconhecimento de fatos e possibilidades normais no cotidiano das famílias e comunidades. O exemplo mais emblemático está no seguinte; “bandido bom é bandido morto”.

Não se trata de defender quem pratica qualquer delito, crime ou ato prejudicial às pessoas e à natureza, mas, nesta reflexão, convidar a cada um para que se dê conta do óbvio. As pessoas que habitam os campos e as cidades são filhos de pessoas e possuem relações com outras pessoas. Ou seja, pessoas que prejudicam os outros, podem estar bem perto do nosso cotidiano e fazer parte das nossas famílias.

Vale apena observar, entre os nossos parentes de primeiro a terceiro grau, quantos estão envolvidos em processo judiais na área criminal. Certamente sobraremos pouco tempo de comentar sobre os demais e repetir frases de efeito que em relação aos outros.

A Campanha da Fraternidade deste ano, se bem entendida, segundo minha percepção, preocupa-se mais com a prevenção do que com as consequências.

Nesta dinâmica motivada pelas mais sinceras e profundas convicções cristãs, destacam-se os Direito Humanos como uma forma esplêndida de atualização de valores e convicções caras à tradição cristã e ao que naturalmente se chama a “boa vontade” que integra a natureza humana e sua inclinação de fazer o bem antes de praticar o mal.

Então, por que as pessoas de nossas relações estão envolvidas em delitos precisamos abordar esse tema de forma mais ampla, profunda, crítica e com a devida serenidade.

A Declaração Universal dos Direito Humanos é uma conquista da humanidade. A sua concretização é obrigação do Estado e dos governantes por meio de ações concretas, mesmo que muito simples, por exemplo, a limpeza das ruas e a boa coleta do lixo.

Sem Direitos Humanos não há evolução social ou diminuição dos níveis de violência.

Leia Também 11º Domingo do Tempo Comum. Programa Sustentabilidade Ambiental Empresarial será lançado pela ACISA Cuidado com o crime digital As pequenas ações