Paralisação de professoras da Educação Infantil deve continuar

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Perdas em virtude do atraso passam de R$40mil

Nesta sexta-feira (02) as professoras da Educação Infantil fecham o quarto dia das mobilizações que buscam resolver o impasse das promoções. Já são mais de cem professoras que aguardam, muitas há mais de cinco anos, pelo pagamento do direito previsto no Plano de Carreira e o número só tende a aumentar. A promoção de nível deveria acontecer de maneira automática quando a profissional atingisse um novo grau de graduação, sendo promoção do nível 1 para o 2 as professoras que foram admitidas com o magistério e fizeram uma graduação e do nível 2 para o 3 as profissionais que realizam pós-graduação Latu ou Stricto Sensu.

Sem contar com o valor da promoção acrescido no salário e com o tempo passando, o prejuízo de algumas professoras até o momento já passa dos R$40mil. O grupo deliberou por seguir o atendimento à comunidade por meio período até a reunião do CMP Sindicato com o Executivo, que deve ter a data apontada pelo gabinete do prefeito na segunda-feira (05). Caso não se avance de maneira efetiva nas promoções a categoria deve convocar assembleia para deliberar pela greve.

A dirigente do CMP Sindicato Regina Costa dos Santos, professora da Educação Infantil, esclarece que a categoria não tem outra alternativa já que a negociação se arrasta por mais de quatro anos sem retorno do Executivo. Aponta que quando o professor luta pelos seus direitos, está lutando por uma educação pública de qualidade e destaca que se a comunidade estiver do lado do professor, quem ganha neste processo são as crianças pois se o professor for valorizado isso será repassado aos alunos através das suas aulas.

“Nós entendemos que acaba sendo um transtorno para as famílias das nossas crianças. Sabemos que isso acaba sendo um transtorno para as famílias. Sabemos que muitos pais precisam deixar os filhos na escola para trabalhar ou pela questão da vulnerabilidade social, já que muitas crianças vão para a escola por conta da alimentação e ficamos muito tristes de ter que suspender as nossas aulas, mas de fato não tem outra alternativa neste momento a não ser manter essa mobilização, considerando que ela é uma pauta muito antiga,” enfatiza a professora.

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