A Pedagogia do Encontro II

Postado por: Israel Kujawa

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Importante dar-se conta que os encontros independem da proximidade física. As tecnologias públicas atuais utilizadas para a comunicação comprovam que essa afirmação, que se situava no âmbito místico da abstração ou da especulação teórica, passou a ser uma realidade concreta. Para além dessas ferramentas disponíveis para o conjunto da sociedade, pode ser especulado a respeito de outros dispositivos de comunicação, restritos ao uso de instituições e grupos que disputam puder em âmbito mundial, usando a mesma em benefício da estratégia e da segurança própria. No campo da especulação teórica existe relatos de comunicação que transcendem as dimensões do espaço e do tempo, seja por motivação epistemológica ou espiritual. Por outro lado, a proximidade física, não significa garantia de comunicação de encontro.

Essa constatação aparenta ser um contra senso e altamente contraditório, em razão disso dever ser reconhecida e tematizada. Na dimensão pragmática, o sentido da palavra “encontro” pode ser observado uma evolução positiva. Por exemplo, no histórico das relações entre pessoas que moram em um mesmo teto, com a ampliação na horizontalidade nas relações entre os membros de um grupo familiar.  Do mesmo modo, a aproximação entre as figuras do professor e dos estudantes, é um indicativo facilitador de encontros no espaço físico das instituições educacionais. Mais recentemente, os exercícios de inovação, por meio das metodologia ativas, deveria assegurar a evolução qualitativa dos encontros.

No entanto, essa evolução qualitativa dos encontros pressupõem disposição conceitual para avaliar a concretude deles. Nessa disponibilidade reflexiva/avaliativa, que deve ser constante, um aspecto interessante é o reconhecimento das singularidades do mesmos. Outro item, a ser destacado, indica que o diálogo entre pessoas deve ter prioridade em relação aos múltiplos e excessivos dispositivos de divulgação e de acesso das informações.  Nesse sentido, as interferências e os prejuízos para os encontros humanos, decorrentes de um dispositivo portátil (celular, por exemplo) fisicamente conectado com as pessoas deve ser pedagogicamente analisado.

O aprendizado que capacita para a vida em sociedade pressupõem encontros qualitativos entre pessoas. Os dispositivos tecnológicos, seja ele um livro, um computador ou um celular interligado com uma rede mundial de dados, devem ser compreendidos apenas como ferramentas ou meios, não como itens que asseguram capacitação para socialização saudável.  Além disso, a desorientação decorrente do excesso de informações, que dificulta ou impede o entendimento das interligações entre as mesmas, bem como o distanciamento ou divisão entre gerações pré e pós avanços tecnológicos, deve ser superada pelas exercícios de interação entre pessoas.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

 

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