A presença e a liderança feminina

Postado por: Isadora Fochi

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O Dia Internacional da Mulher, comemorado nessa quinta-feira, dia 8 de março, é uma data criada no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, tendo como pano de fundo as lutas femininas pelo direito a voto e principalmente por melhores condições de vida e trabalho. Com o passar dos anos esta data repercutiu pelo mundo inteiro e passou a ser comemorada anualmente nem vários países, inclusive no Brasil.

É notória a grande participação feminina na construção da história do Rio Grande do Sul, que embora muitas vezes tenha ocorrido de forma mais reservada, dentro das casas e nos cuidados com a família, auxiliou muito nas batalhas para formar nossa história. A mulher gaúcha é descrita como uma pessoa de fibra, coragem, amor, beleza e simplicidade, aspectos que hoje tantas prendas buscam defender e representar da melhor forma possível. Sabe-se que muito do que é o Rio Grande do Sul hoje foi conquistado em guerras na disputa de territórios, onde a presença feminina foi restrita, mas lá esteve. Símbolo de força e coragem, Anita Garibaldi, que embora fosse catarinense lutou em favor dos revolucionários gaúchos de 1835, foi um exemplo do poder feminino na construção do nosso estado. No decorrer da história veremos mulheres que fizeram uma revolução diferente, seja na maneira de pensar ou de agir, por exemplo, Luciana Teixeira Abreu foi a primeira mulher no Brasil que proferiu conferências em público, lutando contra a escravidão e pelos direitos femininos, inclusive protestando politicamente contra Júlio de Castilho. Amália Figueiroa participou dessa luta por direitos junto com Luciana. Também foi uma gaúcha a primeira mulher a se formar em medicina no Brasil, Rita Lobato Velho Lopes.

Hoje, olhamos para trás para nos inspirarmos nessas mulheres. Podemos não ter as mesmas barreiras que haviam há séculos atrás, mas ainda encontramos empecilhos, especialmente na sociedade. No tradicionalismo a figura da mulher, embora tenha aparecido somente em 1949 (dois anos após o início deste movimento), rapidamente criou e conquistou o seu espaço. Lilian Argentina, foi a primeira mulher a ser conselheira do Movimento Tradicionalista gaúcho depois de o mesmo ter surgido oficialmente, e além disso foi uma renomada folclorista. Os concursos de predas que acontecem desde 1971 são uma maneira de escolher entre muitas meninas, moças e mulheres, aquelas que hão de representar a ternura, a beleza, a inteligência e a força da mulher gaúcha por um ano, isto é motivo de honra para nós. Que este dia internacional da mulher sirva para confirmar a confirmar a importância da atuação feminina, seja na sociedade ou no tradicionalismo, pois assim diz o Presidente do MTG "Lideranças femininas e verdadeiras nos fazem crescer e olhar o mundo de uma forma diferente, MAIS FORTE (...) o Movimento caminha a passos largos para a ocupação das mulheres como forma de lideranças positivas capazes de compreender e mudarem comportamentos e conceitos".

A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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