Como discutir o "golpe" de 2016?

Postado por: Dilerman Zanchet

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Os fatos continuam pipocando nas redes sociais, nos sites das agências de notícias, nos jornais, tevês, rádios, enfim. Os fatos acontecem.

Assim como não temos mais a noção do que é certo ou errado antes de checar a fonte de notícias, a indignação causada pelas verdades é cada vez maior. Está sendo deprimente viver no Brasil. E a depressão não é só para os que se dignam pela honradez, moral, ética e vergonha na cara. Alguns que não as têm, destilam seus venenos diuturnamente.

Há um verdadeiro aparelhamento das universidades públicas (e uma grande maioria das particulares), em prol de uma causa que vai levar este país à breca.

Vai levar? O rodo só tem uma saída: adivinhe qual?

A proposta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, somada às outras unidades da federação, em outros estados, é estapafúrdia. Discutir academicamente a determinação e o cumprimento da Constituição, por parte de professores que, nem bem saíram de seus cursos acadêmicos para prestarem provas em um concurso e aí terem a vida mansa, mamando nas tetas dos cofres federais, é absurda, inconsequente e revoltante.

Mas há quem a defenda. Adivinhe quem são os que querem a discussão do impeachment caracterizado como “golpe”?

Sim, formados e idiotizados em mesas de bares, travestidos de intelectuais das ciências humanas, alguns professores acreditam estar acima do bem e do mal. Leem o que lhes interessa. Não aconselham nem indicam obras que sirvam para seus alunos empreenderem na iniciativa privada, nem deitam sobre as pedras os ensinamentos de Ford, por exemplo. Para quê? Para ensinar os alunos a pensarem e constatar o que não interessa à causa? Jamais.

Vejo em cursos pré-vestibulares (necessários por termos uma educação pública nem sempre qualificada), a doutrinação, por parte dos “pensadores”, aos que são candidatos a concorridas vagas em faculdades de ponta. Sem ter ainda uma opinião explícita – até por que isso não é interessante – os gaiatos, geralmente, caem na armadilha.

Afirmar que ocorreu um golpe em 2016 é fácil.

Entendo que é tentar idiotizar ainda mais o sofrido povo, quando tivemos etapas transpassadas, todas no parlamento, que, tendo votado a favor do impeachment, foram e são taxadas como golpe. Caso o resultado fosse contrário, aí seria democracia.

Então amigos, para os que querem a bagunça, a baderna, o quanto pior, melhor, realmente foi golpe.

É o caso do socialista, que prega a intensificação do ataque aos cofres, públicos, mas compra Nike do Paraguai.

Difícil é explicar o mensalão, capitaneado pelo Zé Dirceu, a compra de Passadena, o rombo na Petrobras, as falcatruas com o dinheiro público, os “presentes” levados do Palácio do Planalto, o sítio, as fazendas dos filhos. A polpuda aposentadoria como “metalúrgico”, a pensão milionária de quem nunca trabalhou.

Para isso, os “professores” e intelectuais não se prestam. Nem a Márcia se propõe a debater. Dói no couro.

Há, se for derrotado mais uma vez, já pode pedir música no Fantástico.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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