Nada justifica a morte de alguém

Postado por: Dilerman Zanchet

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Atentem: Nada justifica ceifar uma vida.

Nada justifica matar.

A vida deve ser vivida, seja por quem e do jeito que for. Não cabe a ninguém, a nenhum ser terreno, tirá-la. A vida nos é dada por Deus e só a Ele deve-se atribuir a generosidade.

A ciência, que em algumas vezes se contrapõe à religião, nos diz que a geração de uma vida, no útero de uma mulher, é um ato científico. Infelizmente, na atualidade, se vê que a concepção e geração de uma vida é um ato quase banal. Eu não concordo com isso. É maravilhoso. Isso sim. E só acontece pela benção de Deus.

Por isso ninguém tem o direito ou pode tirar a vida de alguém. Seja de que cor for, de que lado for, a qual partido for, ou a que religião pertencer.

Nada justifica tirar uma vida.

O fato é que, no caso da vereadora carioca, as coisas estão sendo mostradas com uma única face. E dela não se pode fugir: a caracterização do desmando, do desleixo com a segurança, da falência total do Estado, ao não garantir aos cidadãos um dos princípios básicos da Constituição Federal, que é a questão da Segurança.

No entanto, há de se analisar, friamente, com a dor da perda de duas vidas (DUAS???), a verdade que deve ser dita.

Marielle Franco, vereadora, líder na Favela da Maré, era a voz dos “menos favorecidos”, como se auto proclamava. Defensora dos negros, LGBT, direitos humanos, etc., fazia a linha do “quanto pior, melhor”. Tinha posições antagônicas e da própria desobediência civil. Era contrária à intervenção federal no Rio de Janeiro e, quase que diariamente, publicava uma postagem ou exercia seu direito parlamentar para criticar a polícia carioca. Também defendia a liberação das drogas.

Não quero dizer que isso justifique o crime. Nada justifica tirar uma vida.

Marielle sempre levantou a voz contra a Polícia e as invasões nos morros cariocas. No entanto, nunca se manifestou contrária às gangues e traficantes. Pregava o ódio contra as forças legais.

Não justifica sua morte.

O que também não é justificável é seu nome estar sendo usado como bandeira de luta contra a ordem. Dilma, Lula, o condenado, e outros tantos que se dizem cidadãos, mas que dão às costas ao direito, à liberdade, à ordem e ao Estado de Direito, estão usando a morte da vereadora para benefício próprio. E, como toda a esquerda do “quanto pior, melhor”, para incitar a bagunça, o desrespeito.

Infelizmente aconteceu. A vereadora Marielle e seu motorista Anderson Pedro Gomes (cuja morte QUASE ninguém lamentou), foram vítimas de uma sociedade que está estampada no futuro do Brasil. O desrespeito aos valores, às regras fundamentais da sociedade organizada.

Isso também não justifica um crime. Tirar a vida de alguém é crime. Seja quem for a vítima ou quem for o executor.

É preciso e urgente descobrir e punir quem efetuou os disparos, quem mandou e quem acompanhou.

Mas, atentem, é imprescindível, também, descobrir quem matou outros milhares de cariocas no ano de 2017, dentre os quais muitos policiais. Estas também são vítimas da sociedade hipócrita que berra a morte de uma mulher pelo status quo social, mas não lamenta e chora a morte de um policial pai de família, que está trabalhando para defender a vida e o patrimônio dos próprios que se agigantam nesta hora.

Quero, também, que sejam feitas todas as investigações, urgentemente, para apurar quem foi que matou Cláudio Henrique Costa Pinto, em frente ao seu filho, na Zona Norte, na noite seguinte ao crime da vereadora.

O resto de tudo isso é hipocrisia e aproveitamento de fatos, como os idiotas manipulados da esquerda sempre o fazem.

Para encerrar, um trecho do artigo de Reinaldo Azevedo, um dos mais lúcidos jornalistas do centro do país:

“.... Não é de hoje que as esquerdas fazem hierarquia de vítimas e mortos, desde que isso possa servir à sua causa. Há quantos anos escrevo no meu blog contra a barbárie nos presídios e cadeias? Sempre existiu tortura no Brasil. Os camaradas vermelhos só lutaram por indenizações para os torturados com pedigree ideológico. A propósito: se Marielle, ainda que negra e favelada, fosse hétero e de direita, a indignação já seria menor. Se lésbica, mas branca, ainda que socialista, também a comoção industriada seria mais contida. Esses papa-defuntos precisam de uma morta que seja, ao menos tempo, um “combo” de opressões para que, como dizem, “seu martírio não seja em vão”.

O conjunto é nauseante. Essa gente é incapaz de expressar o luto, palavra oriunda do vocábulo latino “luctus”, que deriva do verbo “lugeo”, que quer dizer chorar a perda de alguém. Antes mesmo que possa demonstrar sofrimento, o cadáver é logo carregado em triunfo em nome de uma causa.

Sim, só Marielle trazia tantas marcas distintivas da militância e portava tantas bandeiras — inclusive o equivocado estandarte contra a intervenção. Mas sabem quantos outros seres humanos, a exemplo dela, que também tinha essa condição, foram assassinados no Estado no ano passado? 6.371! O que fez com que a taxa de homicídios chegasse à escandalosa marca de 40 por 100 mil habitantes. Sim, há unidades da federação com números ainda piores. E as esquerdas ficaram em casa.

Ataca-se a Polícia? Com efeito, desse total, 1.124 mortes se deram em decorrência de ações policiais, uma taxa de 6,7 mortes por 100 mil habitantes — o número é realmente escandaloso. Mas nada, meus caros, nada mesmo se equipara ao que acontece com os próprios policiais militares, eleitos os vilões da hora. Em 2017, foram assassinados 134, de um total de 45.429 homens.

Preste atenção, leitor, para o tamanho da delinquência moral da esquerda que grita “Não acabou, tem que acabar; eu quero o fim da Polícia Militar”. Relembro: houve 40 homicídios por 100 mil habitantes no Rio; a PM matou 6,7 pessoas por 100 mil habitantes. É tudo estúpido e assustador. Ocorre que a taxa de mortalidade dos policiais, se convertida a essa relação, atinge a marca insana de 249,6 mortos por 100 mil.

Confrontar um esquerdista com a verdade pode não ser nem fácil nem difícil, mas apenas inútil. Mas sou obrigado a fazê-lo.

Que se vá até o fim para saber quem matou Marielle. Até porque aquele que o fez sabia que a esquerda botaria a boca no trombone contra a intervenção. Era o que queriam os assassinos. Os companheiros vermelhos, também contrários à ação federal, cumprem rigorosamente a vontade do crime organizado. Contra o narcotráfico, nem um miserável pio...

 ... Essa mesma esquerda deveria ter saído às ruas, no ano passado, para dizer “Washington, presente”; “Claudenilson, presente!”; “Wilson, presente”, “Josés da Silva sem Pedigree Militante, presente!” Poderia tê-lo feito a cada uma das 134 vezes em que o crime organizado matou um PM. Também ele, quase sempre, preto de tão pobre e pobre de tão preto...”.

Porém, nada justifica a morte de alguém.

  *A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.


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