Alimentos para a vida e a paz

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Durante toda sua história a Cáritas esteve ligada a situações emergenciais, atuando onde a vida está ameaçada. Ainda na década de 60 foi responsável pelo recebimento e distribuição do programa mundial “Alimentos para a paz”, quando sob a orientação de Dom Helder Câmara se organizou nas diferentes regiões do Brasil.

A falta de alimentos atinge um número elevado de pessoas no Brasil e no mundo. Mesmos com os grandes avanços econômicos, sociais e tecnológicos, a comida sempre foi um elemento em falta para milhares de pessoas. Esse processo é resultado da má distribuição de renda e falta de condições de trabalho. A falta do alimento ameaça a vida e tira a dignidade da pessoa, submetendo-as ao caos da fome.

Em 10 de dezembro de 2013, a Cáritas Internacional, com a poio do Papa Francisco, lançou a campanha “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, que buscou provocar o debate em torno do tema da fome no mundo. Papa Francisco, em um de seus discursos enfatiza a necessidade de “evitarmos apresentar a fome como uma doença incurável”. A realidade nos mostra que a violência e a fome, entre outras situações de injustiça, são frutos da desigualdade social. A produção baseada na monocultura baseada na exportação “fracassou” como proposta de acabar com a fome, pois não dá condições a agricultura familiar produzir alimentos diversificados e sem agrotóxicos. 

            A Cáritas, organizada em rede, atua em diferentes frentes de ação, possibilitando maior qualidade de vida através da geração de trabalho e renda, atuando em situações emergenciais, fomentando a participação em grupos de reflexão e convivência, além de atuar na proposição e garantia de políticas públicas.

 

A solidariedade garante a comida na mesa.

Na Arquidiocese de Passo Fundo, a Cáritas está organizada em 18 equipes paroquias que atendem famílias em situações de vulnerabilidade. Mensalmente são distribuídas cerca de 517 sacolas de alimentos para as famílias cadastradas e acompanhadas. Em sua maioria, os alimentos arrecadados são frutos da solidariedade que é promovida pela partilha que acontece na vivência da comunidade. Muitas paróquias adotaram o segundo domingo de cada mês como o dia da partilha, e conta-se também com a parceria de diversas organizações.

Muitos dos projetos apoiados pelos diversos fundos de solidariedade fomentam a produção de alimentos, o consumo saudável e também a geração de renda. A agroecologia é incentivada, garantindo permanência do pequeno produtor no campo e fornecendo alimentos sem agrotóxicos.

 

 

 Créditos: Assessoria Cáritas

 

 

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