Tudo passa

Postado por: Adalíbio Barth

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Um dos países que mais sofreu com o regime comunista, foi a Polônia. Durante o século XX, teve poucos anos de liberdade política e religiosa. O povo sofria muito com a falta de liberdade e o centralismo do Estado, que policiava tudo e a todos.

Com a derrocada do comunismo, a Rússia retirou o apoio a seus países satélites. A Polônia, a partir dos anos 90, entrou na economia do mercado, permitiu a livre iniciativa, voltando a reinar também a liberdade religiosa. A população de maioria católica, pode ver seus templos abertos e o catecismo ensinado até nas salas de aulas. O Estado ateu não permitia nenhuma manifestação religiosa.

Ante este novo quadro social, econômico, político e religioso, estive com um irmão meu na cidade de Varsóvia, a convite dos membros do “Movimento dos Focolares” da cidade. Ali, como em outras partes do mundo, este Movimento católico é muito acolhedor e cultiva uma espiritualidade admirável em torno da unidade.

Conhecendo a cidade, o coordenador não se cansava em mostrar as mudanças ocorridas após a falência do comunismo. Ao chegarmos ao imponente palácio, onde era a sede do partido, simplesmente ergueu os braços aos céus e exclamou:

- “Sic transit gloria mundi!” – recordando a expressão latina, usada nas coroações papais até 1963, que significa literalmente: “Assim passa a glória do mundo”. Aqui se referiu aos anos “gloriosos” do totalitarismo, que reinou absoluto na Polônia.

De fato, o que parecia eterno, definitivo, duradouro, paraíso terrestre, agora virou página do passado.

Hoje as Igrejas estão abertas e o povo continua mais religioso do que antes. Ninguém conseguiu terminar a chama da fé em Deus, que continua a mostrar o bom caminho ao verdadeiro paraíso.

Neste mundo tudo passa, nada é definitivo. As glórias deste mundo são honras passageiras, que alucinam as pessoas incautas, levando-as a viver na ilusão. A Bíblia nos diz: “Não ajunteis para vós tesouros na terra. Entesourai tesouros nos céus...”Mt 16,19-21. Tudo é vaidade, toda honra é passageira.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

 

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