Estamos acabando com o Brasil

Postado por: Dilerman Zanchet

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Por onde iniciar um artigo sobre a situação política brasileira, sem falar da prisão, depois de várias tentativas jurídicas contrárias, do ex-presidente da República?

Difícil não abordar o tema.

A prisão completa uma semana. Mordomias às claras, coisa que um doutor, um mestre, um PHD, não tem direito, e um ex-presidente tem. A esteira, o televisor, a “falta de alimentos e água” em Curitiba, é pra acabar com a seriedade do que resta de digno no povo brasileiro.

O dito foi investigado, indiciado, condenado, manteve a condenação em segunda instância e nas demais seguintes. Teve habeas negado várias vezes. Enfim, esgotaram-se as vias jurídicas para que fosse trancafiado por 12 anos. Tudo bem, réu primário, idoso, etc... E suas regalias. As mesmas que a “Constituição Cidadã”, a social, colocou em vigor em 1988 e que está aí para ver. E ele é inocente.

Tão inocente quanto será depois de esgotados todos os trâmites legais e morais (morais?), dos demais sete processos que responde.

“Há não. Mais um coxinha defendendo a ilegalidade”.

Mas onde está a moral, o direito, o dever?

Onde ficam aqueles que, por falta de dinheiro para pagar bons (e caros) advogados, que estão atolados em celas minúsculas das diversas penitenciárias do país? E olhe: muitos desses são, realmente, inocentes.

O ex-presidente não é. Está provado.

O que os seus defensores não conseguem explicar, pois não tem explicação, é o óbvio.

Como ele conseguiu entornar, ao redor de si mesmo, o poder, a liderança e o açoitamento de parte dos brasileiros que ainda o veem como um deus.

As forças comunistas externas, as manifestações de grupos socialistas, os fechamentos de estradas, barreiras, etc.., não mostram a fortuna adquirida do ex-presidente.

Ora, simples de entender: É pública a informação de que a Justiça determinou o bloqueio de bens. Mais de 30 milhões. Só em seu nome.

Juntou tanto dinheiro onde? Como presidente?

Palestrando por conta da OAS, Odebrecht? Quem pagou tanto? Herança da falecida?

Ainda tem muita água para passar debaixo desta ponte.

E a “vaquinha” da Gleisi para comprar água e comida? Estaria a Polícia Federal sucateada ao ponto de não poder fornecer marmita aos seus presidiários, ou a presidente partidária quer mordomias ao hóspede ilustre?

Até onde vai o desrespeito às leis, promovidos por alguns líderes partidários, passando impunemente aos olhos de quem deveria fazer cumpri-las?

Agredir o sistema por conta do assassinato da vereadora é bonito. Todo o país quer saber quem foi e quer a punição dos culpados. Mas e as agressões ao sistema?

E a incorporação aos nomes dos políticos do “nome de guerra” do presidiário?

Em que país estamos vivendo? Para onde vai isso?

Palocci vem aí com a delação premiada. Não escapou pelo habeas. Vai delatar.

E, agora, não sobra pedra sobre pedra.

O Brasil está desmoralizado e partidarizado.

Estamos acabando com ele.

Grenalizou geral.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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