Da necessidade do uso da força no embate ao crime

Postado por: Gilnei Fogliarini da Costa

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As forças de segurança púbica constantemente recebem críticas devido as suas atuações, algumas pessoas criticam pela falta de ação outros pelo excesso, mas na maioria das vezes são indivíduos que desconhecem o trabalho dos agentes e as destemperes que eles enfrentam no dia a dia no embate ao crime.

Todo policial é treinado para utilizar os meios moderados da força, e agir dentro dos princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade. Quando no exercício de sua profissão o policial sempre busca inibir o delito sem exercer excessos, pois precisa ser um profissional exemplar, com conduta moderada e ações objetivas, com o uso moderado da força, sem perder a firmeza e a determinação.

Mas em casos excepcionais é necessário utilizar do último meio para cessar a injusta agressão, a arma de fogo, e nesse viés as criticas são ainda mais fortes, mas o certo é que jamais um policial em sua função tirará a vida de qualquer pessoa e ficará feliz, tão pouco acredito que essa seja a manchete que uma sociedade queira ver estampada na capa em um jornal.

Pois bem, infelizmente na última semana essa foi a manchete, após roubarem um carro em Carazinho um jovem de 19 anos e um adolescente de 14 anos, fugiram da polícia em alta velocidade, colocando a vida de outras pessoas em risco e também atiraram contra uma guarnição da Brigada Militar que revidou esta injusta agressão. O resultado foi o jovem e o adolescente mortos, mas poderia ter sido ao contrário, poderia ter tido como vítima o dono do carro, o pedestre que passava por perto, a criança que brincava no pátio de casa ou o policial que deixou sua família em casa para defender a sociedade.

No fim dessa história não existe vencido ou vencedor, acho que todos nós perdemos. Perdemos um jovem e um adolescente para o crime, para a ganância do homem pelo poder e pelo dinheiro. E não me venha você dizer que talvez o adolescente tivesse recuperação, pois na minha humilde opinião não tinha. Basta acessar a rede social do adolescente de 14 anos e ver o quão fascinado pelo crime ele era. Basta verificar seu imenso histórico criminal. Um adolescente de apenas 14 anos, repito “apenas 14 anos”, idolatrando símbolos de facções, propagando o crime em sua vida e cultuando o poder que o crime proporciona.

Lamentavelmente perdemos todos, perdemos para o crime, perdemos por que não temos políticas públicas eficientes para educar nossas crianças e torná-las cidadãs. Não temos um sistema punitivo eficiente, não temos nenhum tipo de ressocialização.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

 

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