A quem interessa a não vinda da Havan?

Postado por: Dilerman Zanchet

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A empresa Havan anunciou, há alguns anos, que não abria lojas no Rio Grande do Sul, por conflitos relacionados às taxas de ICMS. Tal decisão foi revisada ainda no final do ano passado, quando o seu presidente Luciano Hang decidiu empreender no Rio Grande do Sul.

Em reunião com o governador, Luciano disse que pretendia ter, até o final do ano, seis mega lojas abertas no RS, sendo que destas, cinco seriam no interior.

Logo após o anúncio, choveram comentários nas redes sociais, dizendo que a empresa era uma das maiores sonegadoras de impostos de Santa Catarina, onde atua com um desempenho sensacional e com expansão permanente. Boatos, notícias falsas que tentaram deturpar o crescimento e manchar a imagem da empresa.

Dentre as cidades em que o empresário escolheu para instalar uma das lojas foi Passo Fundo. E no dia 22 de fevereiro, veio à cidade, reuniu autoridades, imprensa e deu a notícia. A futura chegada da Havan foi uma alegria só. Imagine você, tendo à mão uma BAITA loja de departamentos, com preços condizentes, e tudo em um só local. A geração de empregos? Em torno de 120 diretos.

E tudo não passou da alegria inicial.

Por quê?

Por que, a partir do anúncio e do encaminhamento da documentação exigida, quando tudo se encaminhava para o Ok, chegou o Sindicato dos Comerciários para empacar.

O acordo para o comércio livre (?) em Passo Fundo prevê sete feriados, quando lojas não abrem. Shopping é diferenciado.

A Havan se predispõe a fechar somente três dias do ano.

E aí a cobra fumou.

O sindicato que, de certa forma, cumpre sua função, não permite que a empresa seja dona de seu próprio calendário de funcionamento. Quer interferir. Está interferindo. Está entravando a chegada da Havan e, creiam, não será difícil o “seu Luciano” dizer que não virá mais para cá.

O prazo de uma solução está findando e, ao que se nota, não está agradando ao tal sindicato, embora sua condição de negociar. O quem muita gente não entende é o que o sindicato quer negociar.

Se eu estiver desempregado e for procurar o RH da Havan para trabalhar, sendo contratado, eu tenho duas opções: aceito os termos do contrato, me submetendo ao calendário e ao horário que me determinarem, ou não aceito o contrato. E vou procurar outro emprego.

É simples. DEVERIA ser simples.

Horário livre é horário livre. E ponto.

Ninguém é obrigado a ir trabalhar para a Havan. Quem quiser, que se submeta às normas.

Mas até onde a livre iniciativa dos comerciários é interessante ao sindicato? Até onde eles perderem a força e o poder de persuasão. Assim, diz-se ficar unido, forte, e mandando e desmandando no comércio local.

Uma piada.

Sabe-se que o sindicato é controlado pela esquerda e filiado à CUT. 

Deveria dizer que não me caber questionar o tal sindicato. Não sou filiado a ele. Mas será que todos os comerciários da cidade são coniventes com isso? Quem o fiscaliza? Quais os interesses que ele defende realmente?

A quem realmente serve o tal sindicato?

A cidade e a região a mercê de um grupo?

São perguntas que me fizeram no decorrer da semana e que, através deste, coloco aos leitores para as respostas cabíveis.

E deixo a seguinte pergunta no ar: A quem interessa a não vinda da Havan?

Será que é só para o tal sindicado, ou teríamos outras “forças obscuras” a empacar sua instalação?

 A quem vamos recorrer?

(Em tempo e corrigindo: Ex-filiado à CUT).

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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