Motivando a construção de uma capela

Postado por: Adalíbio Barth

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Há um consenso entre os padres de que sempre é mais fácil motivar a comunidade para a construção de um templo, do que conseguir apoio para um salão comunitário ou uma casa paroquial.

Em certo lugar, num loteamento para casas de veraneio, estava difícil conseguir apoio para a construção de uma capela nova. Numa missa dominical, a capelinha estava cheia de gente, apinhada até os fundos. No momento da motivação para a construção de um novo templo, uns diziam: Nossa capelinha de madeira ainda está boa. Outros alertavam: Ainda somos em poucas famílias, mas daqui uns anos, quando tiver mais gente, vai ser mais fácil. E assim prosseguiam os argumentos para deixar a obra para outra ocasião.

Não tendo conseguido apoio de todos, o padre dizia:

- Não temos nenhuma certeza de que esta capela resistirá por mais um ano. Há muito cupim comendo a madeira, os caibros, os barrotes e até os cepos já estão podres. Mas vocês vão decidir com o conselho de assuntos econômicos

Ele ainda estava falando, quando um forte estalo comprovou as palavras do padre: houve a queda do assoalho nos fundos da capela e mais de vinte pessoas foram ao chão. Houve um pânico geral, felizmente controlado. Ninguém se feriu, uma vez que o piso era de pouca altura. Todos foram saindo lentamente pela porta principal e a missa continuou no lado de fora. Quando tudo estava pronto para continuar a celebração, o padre não deixou por menos para vencer a oposição ao projeto da construção de uma nova capela:

- Vocês são testemunhas do peso de minhas palavras e dos meus argumentos.

A capela nova foi erguida em menos de dois meses e a comunidade até hoje se orgulha da nova construção, prática, resistente e dentro das normas litúrgicas.

Mede-se o espírito comunitário de alguém, quando se toca no dinheiro. Há pessoas que viram uma fera quando se trata de ajudar aos outros. Existe um egoísmo que chega a ser repugnante, mesmo em pessoas que se dizem cristãs. Esquecem que existe uma hipoteca social sobre toda propriedade. Nada nos pertence de maneira absoluta.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

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