Minas Gerais no Festival de Folclore de Passo Fundo

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O XIV Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo, acontecerá de 17 a 25 de agosto de 2018. É promovido pela Prefeitura de Passo Fundo e AOFFERS – Associação de Organizações de Festivais Folclóricos do Rio Grande do Sul. Serão novamente 160 voluntários trabalhando, em todas as áreas, transporte, alimentação, hospedagem, palco, bilheterias, portaria, secretaria, arquibancadas, cadeiras, camarins, artesanato, portaria, desfiles de ruas, oficinas de conversação, oficinas de danças estrangeiras, oficinas de  danças gaúchas, missa folclórica, guias, divulgação, apresentadores, publicidades, saúde e  tantas outras.

Esse ano haverá a presença do Grupo Folclórico Banzé da cidade de Montes Claros, Estado de Minas Gerais.

 

GRUPO FOLCLÓRICO BANZÉ DE MINAS GERAIS

 

O GRUPO FOLCLÓRICO BANZÉ Fundado em 20 de maio de 1968, é uma Associação sem fins lucrativos, cuja atuação fundamenta-se na pesquisa, preservação e difusão das tradições culturais e folclóricas de diversas regiões do Brasil e, em especial, do Norte de Minas Gerais. Surgiu através do gesto pioneiro da professora de música Maria José Colares, que organizou com seus alunos do Conservatório Lorenzo Fernandes, trabalho de pesquisa de danças e músicas folclóricas, transformando-as em espetáculos. Através do empenho de seus integrantes e da preocupação em garantir a autenticidade das manifestações, os espetáculos foram ganhando, paulatinamente, ano após ano, repercussão e notoriedade nacional e internacional - o que levou o Grupo Banzé a tornar-se membro do CIOFF, e a ser representante brasileiro em festivais culturais por diversos países, como: Polônia, Croácia, Bélgica, França, Itália, Suíça, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal, Holanda, Iugoslávia, Chile, Argentina, Peru dentre outros.

O Grupo tem o seu trabalho voltado para a pesquisa das manifestações de grupos folclóricos genuínos adaptando determinados elementos do folclore autêntico para tornar as danças possíveis de serem apresentadas em palcos. Trabalha com a harmonização de melodias tradicionais, algumas modificações dos elementos da dança para adequá-las ao seu propósito, adaptação dos elementos nos trajes, alargamento do repertório com outras regiões do País. Coreógrafos e compositores do Grupo procuram manter na criação de novas danças o respeito aos elementos tradicionais do folclore autêntico. A intenção do grupo é sempre usar elementos do folclore ao tomar em consideração critérios contemporâneos da expressão e da criação, critérios estabelecidos pelo CIOFF. Ao longo dos seus 49 (quarenta e nove) anos de atuação, marcados pelo trabalho voluntário de seus dançarinos, diretores e músicos, o Banzé conservou a mesma filosofia, promovendo a integração artística do povo com o seu folclore e as suas raízes.

 

DANÇAS E MÚSICAS DO BANZÉ

 

Realizou com o seu trabalho de pesquisa a elaboração das seguintes danças: “Zabumba” primeira dança a ser representada pelo BANZÉ, o “Candomblé”, a dança da “Traíra” “Festa do Rosário”, “Catopê, “Ciranda” – esta última, em meados de 1976, marcou o início do Grupo Mirim Banzezinho - “São Gonçalo”, “Pastorinhas”, “Carneiro”, “Catira”, “Mineiro-pau”, “Xerém”, “Frevo”, “Siriá”, “Bastão”, “Coco e “Danças Gaúchas” .

O Grupo teve a iniciativa de criar o CTM/ Centro Tradições Mineiras - Museu do Folclore, que foi inaugurado em 12 de agosto de 1993, como uma extensão da Faculdade de Educação Artística da UNIMONTES – Universidade Estadual de Montes Claros. O Banzé produziu e gravou 02 (dois) LPs, e alguns anos mais tarde produziu 01 (um) CD musical. A primeira obra, o disco “Grupo Folclórico Banzé”, foi lançada em 1977, no Conservatório Lorenzo Fernandez. O LP traz a gravação de músicas fontes de suas pesquisas como: “Músicas Natalinas”, “Folia”, “São Gonçalo”, “Catopês”, “Abôio”, “Traíra”, “Carneiro”, “Bastão” e “Sapo & a Gia”. Já o CD, gravado em 1998, traz as músicas “Festa do Rosário”, “Traíra”, “Abôio”, “Bastão”, “Só Tu não Pensas em Mim”, “Eu Matei Maria”, “São Gonçalo”, “Catopê, Marujo e Caboclinho”, “Marujada” e “Zabumba”. Os discos são tocados nas rádios das regiões e utilizados por professores e escolas da região nos trabalhos escolares e promoções culturais. O

 Grupo Banzé realiza também, com seus integrantes, Festivais Internacionais de Folclore em várias cidades mineiras, com o apoio e parcerias de empresas, prefeituras, Governo de Minas Gerais, CIOFF, SESC – Serviço Social do Comércio, fundações e Conservatório E. de Música Lorenzo Fernandez. É realizado desde o ano de 1997, onde povos de mais de 100 delegações nacionais e estrangeiras trouxeram sua cultura, promovendo um riquíssimo intercâmbio cultural com o povo mineiro. É o responsável pela Seção Estadual do CIOFF de Minas Gerais, já tendo realizado dez edições do Festival Internacional de Folclore, apoiado pelo CIOFF Brasil, atuando, através do evento, como cooperador internacional para promoção da paz e da amizade entre outros povos e nosso país. Através do seu trabalho, deu oportunidade a várias gerações de jovens de várias raças e diferentes condições sociais e econômicas, de vivenciarem a cultura e as artes populares tradicionais do povo brasileiro, se integrando com jovens de outras regiões do Brasil e do exterior através de intercâmbios culturais promovidos pelos festivais em que participou e realizou. O Grupo, por reinterpretar as danças e músicas de origem popular, trabalhando-as e adaptando-as para o palco, é reconhecido como grupo para-folclórico.

Esta é  a segunda vez que o Banzé virá a Passo Fundo, pois há 16 anos,  participou do VII Festival de Passo Fundo em 2002. Será uma ótima oportunidade para aprendermos sobre a cultura Mineira.

 


Créditos: Divulgação

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