Ainda sobre a Havan

Postado por: Dilerman Zanchet

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A preocupação com o futuro do Brasil já começou no passado. E está ativa no presente. E isso não é aula de história. Não acredito nas que contam por aí.

Os desprovidos de responsabilidade não querem saber o que vai acontecer daqui há 20, 30, 50 anos. A eles não importa se este será um país desenvolvido, identificado com o progresso, ou se será devolvido aos índios que aqui habitavam nos tempos de Cabral.

Não. Definitivamente não é este o quadro do Brasil que eu quero para o futuro. Aquele é o da Globo.

No final de semana passado publiquei artigo sobre a vinda da Havan para Passo Fundo. A quem interessava (e interessa) a não vinda da rede de lojas para cá? O índice de solidariedade ao artigo foi de espantoso apoio. Simples responder. Deixei para os amigos leitores. E inquiri, por vontade, a questão do sindicato da categoria, cujo responsável novamente tentou dizer que é a empresa quem tem que se adaptar à cidade, e não a cidade à modernidade. Seja esta modernidade com a Havan, com o Big ou qualquer grande rede de lojas que exista neste país tupiniquim.

Pior, fui taxado como bajulador, como todos os que são favoráveis ao horário livre (que cada empresa acerte com seus colaboradores quantos dias vai fechar e quais serão eles), e de mal intencionado.

Se a tal e mal apregoada convenção coletiva determina, em uma assembleia que deveria ter, no mínimo, cinco mil comerciários e estes são representados por 150, 180, é por que a coisa anda mal.

A culpa disso é de quem?

Não me causará furor saber que a Havan, o Big ou a rede de supermercados X não virão à Passo Fundo. Ainda antes de concluir o artigo, vi e li do Presidente da Havan e do Prefeito Luciano Azevedo que tudo está acertado. Mas falta o OK final.

Causa-me espanto, também, um o vídeo que circula nas redes sociais onde um diz que não tem nada que responder à sociedade sobre a vinda ou não de empresas para cá.

Aí é difícil. Difícil de entender. Difícil de aceitar. Difícil de engolir.

Outro fato pior ainda: os imprestáveis de sempre, que nunca ergueram um tijolo pela construção do bem comum, serem contrários, tripudiarem e destilarem seu veneno para os que estão ao lado do bem. Esta é a triste realidade que assola nossa cidade e entrava o desenvolvimento. Com certeza estarão na fila para participar da promoção de inauguração. Ou, pelo menos, passarão pela Petrópolis para “darem uma espiadinha”.

Este é o país que ALGUNS estão tentando deixar para o futuro.

Mas NÃO é o Brasil que, com certeza, todos queremos.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

 

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