Sustentabilidade dos trajetos cicloviários

Postado por: Alcindo Neckel

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Optar pelo uso da bicicleta ao invés do automóvel para locomover-se está se tornando um hábito cada vez mais comum em muitas cidades ao redor do mundo. Segundo os estudos da bolsista voluntária do NEPMOUR e acadêmica da escola de Arquitetura e Urbanismo da IMED, Laura Pasa Cambrussi, a tendência é acompanhada, vagarosamente, por inovações tecnológicas e melhorias estruturais de trajeto para que esse meio de transporte possua um suporte de qualidade.

Assim, Passo Fundo, como uma cidade média gaúcha (FERRETTO, 2012), precisa progredir nos projetos de transporte alternativo, ampliando as rotas cicloviárias na cidade e, aproveitando a oportunidade, implementar materiais sustentáveis nas mesmas.

Para analisar a demanda da cidade, foram entrevistadas 266 pessoas, que atribuíram uma nota de importância, que poderia variar de 1 a 10, referente à validade da construção de mais trechos de ciclovia e o que elas representariam para a cidade de Passo Fundo/RS. Neste caso, 44% dos entrevistados atribuíram a nota 10, seguido de 14% que atribuíram nota 9, 22% a nota 8, 12% a nota 7, 4% atribuíram nota 6, seguido pelo mesmo percentual (4%) que atribuiu nota 5.

Quando indagados sobre a atribuição de locais para a implantação da ciclovia na cidade, 1,3% sugeriram as ruas 7 de Setembro, 37,8% na Av. Brasil, 2,7% em todas as avenidas principais da cidade, 2,7% na Rua Independência, 9% na Rua Morom, 17% na Rua Presidente Vargas, 1,3% na Rui Barbosa, 13% na Teixeira Soares, 6,2% na Uruguai, e 9% não responderam a esse questionamento.

Analisando os dados, entende-se que existe um interesse populacional significativo no aumento das rotas cicloviárias. A ciclovia, além de contribuir para a mobilidade, trabalho, lazer, saúde e esporte de Passo Fundo, coopera com o meio-ambiente e, valida-se ainda mais quando somada ao concreto ecológico. O concreto ecológico, por sua vez, é um método construtivo mais sustentável principalmente por se originar de sobras de materiais como o pneu. Não tem performance inferior aos materiais tradicionais, não apresentando problemas de durabilidade desde que os requisitos normativos de desempenho sejam atendidos. A utilização de materiais descartáveis na fabricação do mesmo, chega a substituir até 40% do cimento tradicionalmente utilizado, sendo assim, é uma excelente vantagem em favor do meio ambiente.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

 

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