Maio Vermelho: mês de combate ao câncer de boca

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No programa Frente a Frente desta quinta-feira (10), Ari Machado recebeu o diretor Celso Rigo e a Dra. Letícia Stefenon para falar sobre a campanha Maio Vermelho, da Fasurgs.

Mais de 15 mil casos de câncer bucal são diagnosticados por ano no Brasil. Quando já se encontra em estágio avançado - na fase tardia da lesão - compromete a qualidade de vida dos pacientes e aumenta a taxa de mortalidade.

Mesmo com os dados da diminuição no número de fumantes divulgados pelo Ministério da Saúde – o câncer bucal é bastante associado ao tabagismo e ao álcool -  esperava-se que o número de casos deste tipo de câncer diminuísse, o que não aconteceu, devido a outros fatores como a exposição a produtos químicos (agrotóxicos e solventes orgânicos).

O tumor pode ser desenvolvido no lábio, língua, gengiva, céu da boca, garganta e glândulas salivares em forma de ferida, caroços, inchaços, áreas de dormência, feridas que não cicatrizam, sangramento sem causa e áreas esbranquiçadas ou avermelhadas. Para que isso não ocorra, todos devem consultar dentistas regularmente e ficar atento. 

O Maio Vermelho é um movimento alusivo realizado neste mês, pois dia 31 é considerado o Dia de Combate ao Câncer Bucal e o Dia Mundial de Combate ao Fumo. São datas criadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987 para reforçar a importância da prevenção à doença.

É importante que, pelo menos, a população de 6 em 6 meses  faça uma visita a um consultório odontológico para uma análise de sua cavidade oral e não só para restaurações, próteses e tratamentos específicos da odontologia, mas também, para identificar o início de um câncer e alguma mudança da arcada dentária.” orienta Celso.

Na cavidade oral, há diversos tipos de câncer que podem acontecer. O mais comum e o principal – cerca de 97% dos casos -  é o carcinoma epidermóide.

Higiene oral, prótese mal adaptada e dentes fraturados podem ter influência no desenvolvimento do câncer. Se o paciente não tiver os outros fatores de riscos como cigarro, álcool e outras substâncias como agrotóxicos é muito pouco provável desenvolver algum câncer.” informa Letícia.

Da redação Rádio Planalto, Gabriela Soldá


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