Hérnia inguinal – Diagnóstico

Postado por: Jorge Carlotto

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A hérnia inguinal apresenta-se habitualmente como uma saliência ou protuberância de consistência mole na região da virilha ou na região escrotal. Mais de 2/3 das hérnias inguinais surgem do lado direito. Ela pode ser visível o tempo todo ou somente quando o paciente faz algum esforço que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, chorar, fazer força para evacuar ou pegar algum peso. Na maioria dos casos, a hérnia é mais facilmente visualizada quando o paciente se encontra em pé. Dor local ou sensação de desconforto são comuns, principalmente após algum esforço. Quando o paciente se deita, algumas hérnias retornam espontaneamente à região abdominal, fazendo com que a protuberância desapareça.

Em outros casos, a hérnia precisa ser empurrada com o dedo de volta para dentro, uma manobra que damos o nome de redução da hérnia. Por fim, há os casos em que a hérnia não é redutível, ou seja, mesmo quando tentamos empurrá-la para dentro do abdome, ela não se move. As hérnias não redutíveis são chamadas de hérnias encarceradas. As hérnias encarceradas são aquelas que têm o maior risco de sofrer estrangulamento. A hérnia estrangulada é uma complicação que ocorre quando os tecidos ao redor causam uma compressão da base da porção herniada do intestino, provocando redução do aporte de sangue para esta região, o que pode levar à necrose do tecido.

Os sinais e sintomas de uma hérnia estrangulada são:

- Náuseas e/ou vômitos.

- Febre.

- Dor súbita que se intensifica de forma rápida.

- Uma hérnia que se torna vermelha, roxa ou escurecida.

- Interrupção das evacuações e da eliminação de gases intestinais.

- Irritação e choro persistente nos bebês.

A hérnia e suas complicações podem ser diagnosticadas através da observação médica por meio da palpação da região ou por exames de imagem como a ultrassonografia, tomografia computadorizada ou a ressonância nuclear magnética. Quando buscar ajuda médica, é importante contar ao médico várias informações sobre seu quadro clínico.

Na próxima semana, conversaremos mais sobre a hérnia inguinal. Até logo!

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