As vidas e os impossíveis

Postado por: Israel Kujawa

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A vida humana é permeada por níveis de estresse, de dor e de infelicidade, por isso não é adequado fazer uso dos mesmos como argumentos para não se mover em direção a uma realidade que se apresenta limitada por uma ideia de espaço e de tempo. Contrariamente, devemos considerar os argumentos que apontam para uma realidade cognitiva e material atual como resultado da capacidade que as pessoas já tiveram de transgredir e de romper os limites do que estava estabelecido como possível. Uma das formas do ser humano romper os limites é buscando o que parece ser incansável e irrealizável, acreditado na força e no talento para transformar a imaginação em realidade.

O impossível está presente, em nossa vida, mais do que costumamos perceber, ao ponto de podemos afirmar que somos resultados dele. Para exemplificar essa compreensão basta retrocedermos na nossa história para saber que a dois séculos era considerado impossível o deslocamento aéreo das pessoas.  Continuamos influenciados em buscar sensações de segurança, orientando o próprio comportamento por compreensões conservadores e limitadoras, aceitando a realidade como foi posta ou construída. No entanto, viver uma existência de falsa segurança, é abdicar da possibilidade de superar os limites e se conformar com as ideias apresentadas e impostas como sendo as possíveis.

O medo do erro e do fracasso impedem as pessoas a se arriscarem e romperem os limites cognitivos e sociais. Por outro lado, pessoas que acreditaram no impossível transformaram a realidade e ocupam lugar de destaque na história, sendo que alguns podem ser citados como exemplo: Cristóvão Colombo, Rene Descartes, Isaac Newton, Albert Einstein e Luiz Inácio da Silva. Pessoas de boa vontade lutam, sacrificam-se e não desanimam de serem honestas e justas, fugindo da mediocridade e sendo reconhecidas.

Os inconformismos diante dos limites (cognitivos e sociais) possibilitam o acesso aos impossíveis. Podemos fazer uso da força e dos recursos disponíveis para construir o que se apresenta no espaço e no tempo presentes como não real, realizado o que parece irrealizável. Os limites do possível não estão estabelecidos originariamente, por isso temos a potencialidade de construir o impossível. Para tanto, precisamos ser capazes de imaginar e exercitar as possibilidades de fazer com que ele se torne realidade.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião de seu autor.

 

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