Hérnia Inguinal – Tratamento

Postado por: Jorge Carlotto

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O único tratamento definitivo para a hérnia inguinal é a correção cirúrgica, chamada de herniorrafia ou hernioplastia. A correção cirúrgica da hérnia inguinal é uma das operações mais comuns, responsável por mais de 20 milhões de procedimentos por ano em todo o mundo. Já houve um tempo em que a simples existência de uma hérnia inguinal era suficiente para que o médico indicasse a reparação cirúrgica da mesma, de forma a impedir que ela pudesse ficar encarcerada ou estrangulada no futuro. Atualmente, porém, nem todos os tipos de hérnia inguinal são levados à cirurgia a curto prazo. Fatores como sintomas, idade do paciente e possibilidade de redução manual devem ser levados em conta antes de se indicar a herniorrafia.

Uma hérnia encarcerada que consegue ser reduzida manualmente pode ser observada durante 24 a 48 horas. Se neste intervalo não houver recidiva do encarceramento, a cirurgia de correção pode ser programada de forma eletiva, conforme for mais conveniente para o paciente e para a equipe cirúrgica. Nas crianças, as hérnias encarceradas que são redutíveis costumam ser operadas dentro de 2 a 5 dias após a redução manual, de forma a evitar novo episódio de encarceramento.

Por outro lado, pacientes que apresentam hérnia encarcerada, não redutível com manobras manuais, devem ser operados de forma urgente. Nos casos de estrangulamento, a cirurgia é feita de forma emergencial, de preferência dentro das primeiras 4 horas após o início dos sintomas, para evitar a morte do tecido intestinal e suas consequentes complicações.

Hérnias inguinais não encarceradas, mas que provocam sintomas, como dor ou incômodo, costumam ser operadas, mas não há urgência. A cirurgia pode ser marcada de forma eletiva, conforme for mais conveniente.

Já nos casos de hérnias assintomáticas dos adultos, que surgem somente quando o paciente faz algum esforço, o paciente pode optar pela correção cirúrgica ou até por um simples acompanhamento médico, sendo devidamente orientado de forma a saber reconhecer os sintomas do encarceramento. Em geral, 1/3 dos pacientes em conduta conservadora acaba precisando operar dentro de 4 anos.

Nas crianças, mesmos as hérnias assintomáticas costumam ser corrigidas cirurgicamente, pois o risco de futuro encarceramento é mais alto que nos adultos. A conduta mais indicada nesses casos é marcar a cirurgia de correção dentro dos primeiros 14 dias após o diagnóstico da hérnia inguinal ter sido feito.

Existem duas formas de corrigir cirurgicamente uma hérnia inguinal: cirurgia aberta ou laparoscopia.

A cirurgia aberta, que costuma ser chamada de hernioplastia, é a forma de correção cirúrgica mais tradicional da hérnia inguinal, sendo a mais indicada para as situações urgentes.  A cirurgia aberta pode ser feita sob anestesia local, regional ou geral, dependendo das circunstâncias. Na cirurgia aberta, o cirurgião faz uma incisão na virilha. A parte do intestino herniada é identificada e reduzida de volta para o abdome. A parede abdominal é fechada e para reforçá-la, evitando uma futura recidiva, uma tela artificial costuma ser suturada de forma que permita a passagem frouxa, mas justa, do cordão espermático ou do ligamento redondo. A cirurgia aberta é um procedimento relativamente simples, muito seguro e com resultados duradouros. Em geral, é o método cirúrgico mais utilizado para todos os casos.

A cirurgia laparoscópica é um método alternativo de reparo da hérnia inguinal. Nessa cirurgia, um fino tubo contendo uma câmera (laparoscópio) é inserido através de uma pequena incisão no abdome. Guiado por esta câmera, o cirurgião insere os instrumentos cirúrgicos através de outras duas pequenas incisões, de forma a reparar a hérnia e implantar uma tela sintética. Gás é usado para inflar o abdome para tornar os órgãos internos mais fáceis de visualização e manipulação. Esse tipo de cirurgia é realizada obrigatoriamente sob anestesia geral. A cirurgia laparoscópica provoca menos desconforto no pós-operatório, deixa cicatrizes menores e possibilita um retorno mais rápido às atividades normais. No entanto, os resultados relacionados ao retorno pós-operatório da hérnia, são semelhantes nas duas técnicas.

 

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