Agenda 2020 – desafios do Rio Grande do Sul

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Olá amigos! Participei no dia 15 de maio, na Faculdade IMED/Passo Fundo, da reunião Agenda 2020: Os Desafios do Rio Grande do Sul, que contou com a participação de lideranças empresariais, acadêmicas, políticas e da sociedade civil de toda a nossa região. O Presidente do movimento Agenda 2020, Sr. Humberto Busnello, coordenou os trabalhos, mostrando tendências globais e indicadores econômicos e sociais do Brasil e do RS.

Os “anfitriões” do evento destacaram a relevância do encontro. O diretor geral da IMED, Eduardo Capellari, que também é coordenador do Grupo Temático da Educação da Agenda 2020 ressaltou “a importância da IMED em receber esse evento é o protagonismo em que a instituição se coloca no Estado, em relação aos problemas que estamos vivendo”. Já o prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo, comentou: “queremos uma sociedade que tenha iniciativa e ousadia, com capacidade de arriscar e empreender”.

Destaco alguns dados que me surpreenderam a respeito da região. O primeiro, referente ao número de funcionários públicos no Rio Grande do Sul. No ano 2000 tínhamos 193 mil ativos e 176 mil inativos. Se compararmos com 2016, essa relação se inverteu. Em 2016 tínhamos 180 mil ativos e 211 mil inativos. Ou seja, o número de funcionários inativos é maior que o de ativos.

Outro dado interessante é que nosso país vem “envelhecendo”. Em 1970, tínhamos 6% de idosos acima de 60 anos, hoje temos aproximadamente 15% e a previsão é que em 2050, 30% da população tenha acima de 60 anos. Estudos como esses indicam o rumo para onde vamos e nos permitem traçar estratégias para enfrentar os desafios do caminho.

A economista Patrícia Palermo também participou da reunião e apresentou os principais motivos do desequilíbrio das contas do Rio Grande do Sul, ao longo desses anos. Em sua explanação, ficou clara a falta de gestão, as “maquiagens e milagres” que cada governo inventou a cada quatro anos. E, por fim, foram apresentadas as principais prioridades da região, onde a reforma do Aeroporto Lauro Kurtz se apresentou como a grande preocupação.

Após as discussões será redigido um documento que vai ser entregue aos candidatos ao Governo do Estado que forem para o segundo turno, nas eleições desse ano. Afinal, cabe ao futuro governante construir políticas que devolvam nosso Estado para o caminho do crescimento.

Para finalizar, cito uma frase mencionada pela Patrícia Palermo na reunião. A frase é de autoria da então primeira ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher “Não tem dinheiro público. Existe dinheiro do contribuinte”. Sendo o recurso do contribuinte, é tarefa do governante, eleito pelo povo, aplicá-lo para melhorar os serviços e a qualidade de vida da população.

 

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