Goleiro Follmann participa de painel em Passo Fundo

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O CONGREGARH Conexão 2018, promovido pela ABRH-RS e pela Prática Recursos Humanos, recebeu um emocionante e fantástico painel sobre a reconstrução da Chapecoense após o acidente aéreo. Os palestrantes foram o ex-goleiro, Jakson Follmann, e a gerente de RH do clube catarinense, Jorilde Batista. O evento ocorre em Passo Fundo, no Centro de Eventos da UPF, e acontece até amanhã (8).

 

Jorilde – que trabalhou pela primeira vez no clube em 2000 e acabou regressando em 2005 – declarou que o sucesso da Chapecoense teve um marco em 2007, quando foi montado um elenco muito criticado e que posteriormente pode dar a volta por cima e tornar-se campeão do campeonato regional. “Eu era responsável por diversas áreas administrativas na gestão do clube, porém, a partir deste feito teve-se que ampliar a estrutura, pois começaram a aumentar consideravelmente o número de associados entre outras demandas”, declarou. Já o ex-goleiro gaúcho Follmann confessou ser impossível não dar o sangue pela Chapecoense por todo o carinho da cidade e dos torcedores desde o momento em que se apresentou ao time.

 

Sobre o acidente aéreo que desolou a estrutura do clube, a gerente de RH revelou que a maior decepção foi ter perdido os amigos e colegas de longa data. “Depois da classificação para a final, o presidente gostaria de levar todos os funcionários do clube e famílias dos jogadores para a primeira partida na Colômbia. Porém, pelo regulamento da competição, a Chape não conseguiria jogar o segundo jogo em Santa Catarina, por conta da capacidade do nosso estádio. Com isto, precisava ser realizado o serviço operacional para o jogo acontecer em Curitiba. Porém, tristemente, ao invés de fazermos este trabalho, tivemos que fazer o velório dos nossos amigos”, relatou emocionada.

 

Após o encerramento do velório coletivo, a gestão da Chapecoense atendia em um turno as famílias dos jogadores e em outro planejavam a contratação do elenco que deveria apresentar-se para a próxima temporada. “Uma das principais dificuldades foi ter perdido tantas pessoas. Não apenas atletas, mas a diretoria, funcionários, comissão técnica. E após isso, reconstruir a estrutura. Tivemos que contratar mais de 25 jogadores”, contou Follmann.

 

Os dois também revelaram as lições que foram ensinadas com o que foi vivido. Jorilde acredita que tudo o que aconteceu não foi em vão e que, por mais difícil que seja aceitar e entender, é preciso decifrar o propósito. “É preciso acreditar e saber que somos capazes. Que conseguimos realizar os objetivos com capacitação e dedicação. Não será fácil, mas é possível”, pontuou. Já Follmann disse que o acidente fez com que ele enxergasse e valorizasse simples gestos e pequenas coisas da devida forma: “Nós viemos ao mundo sem nada e vamos embora dele da mesma forma. Com isto, ter o dom do perdão é fundamental, pois isso não é feio, e nós nunca sabemos o dia de amanhã”.

 

 

Sobre a ABRH-RS

Referência nacional entre as seccionais da ABRH Nacional, a Associação Brasileira de Recursos Humanos - RS acumula 45 anos de atividades no Rio Grande do Sul. Com mais de 1,7 mil associados, a entidade atua com foco na capacitação e qualificação profissional, por intermédio de cursos e eventos realizados durante todos os meses do ano. Realiza eventos técnico-científicos como o CONGREGARH, fóruns de liderança, relações trabalhistas, bem como pesquisas relacionadas à gestão de pessoas.

 

Créditos: Divulgação

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