A jornada de Lagoa

Postado por: Cristian Queiroz

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Uma série de coisas envolve uma partida de futsal e muitas outras envolvem uma transmissão de rádio. Para que o leitor possa ter uma ideia vou descrever alguns pontos. Usarei como exemplo o jogo do sábado, 09, em Lagoa Vermelha.

Tudo começa alguns dias antes com um primeiro contato com a direção da equipe local para que seja disponibilizado um espaço no ginásio para a Rádio, já que em muitos casos não há cabines e com isso o narrador fica “acomodado” na arquibancada mesmo, junto do torcedor. Envolve equipe de funcionários, equipamentos, estrada, veículo e enfim a chegada ao local.

Instalação de todo o material, testes ajustes e o jogo no ar. É lógico que aqueles que estão nessa fazem porque realmente gostam, pois senão não abririam mão de um sábado a noite para assistir dez homens correndo atrás de uma bola.

Bem, mas nós contamos o que acontece na quadra, o espetáculo é por conta daqueles dez caras que correm atrás da bola. E para que esse jogo aconteça uma série de requisitos são necessários, como a segurança de todos os envolvidos. Essa segurança se dá através da presença de uma ambulância e polícias ou equipe de segurança privada. Em Lagoa, sábado, na hora de iniciar a partida a ambulância não estava lá, nesses casos inicia-se uma contagem regressiva de uma hora para a chegada, se nesse prazo não aparecer o jogo é encerrado e vai para julgamento. Já passados cerca de 40 minutos do horário marcado para o início do jogo apareceu a ambulância e a Polícia. No intervalo os brigadianos foram chamados para atender uma ocorrência e deixaram o ginásio, com isso mais meia hora de atraso para o recomeço da partida.

Enfim o jogo terminou, mais de uma hora depois do horário que deveria, mas chegou ao fim. Desmonta equipamento, guarda, embarca no carro para iniciar o retorno e… pneus murchos! Isso mesmo. Alguém, em Lagoa Vermelha, murchou dois pneus do veículo da Rádio Planalto, em frente ao ginásio. Dois pneus, sequer adiantaria o estepe, ainda faltaria um. Descobrimos então que, após às 23 horas, não existe posto de gasolina aberto naquela cidade, ou seja, sem chance de calibrá-los para seguir viagem. O carro de um torcedor também teve problemas e não conseguiu voltar para Passo Fundo.

Em resumo, conseguimos um pneu emprestado para voltar.

É muito chato ver essas coisas acontecerem, é uma pena que nesse meio ainda existam pessoas que utilizam desse tipo de expediente. Entristece pensar que algumas pessoas não conseguem deixar a rivalidade dentro de quadro, tomara que nunca mais se repita, nem conosco e nem com ninguém.

Deixo aqui um agradecimento especial ao amigo “Pescoço”, da Força Jovem, que esteve conosco nessa empreitada e ao técnico do PFF Alexandre Boeira que nos auxilio para conseguirmos resolver o problema e ainda nos ofereceu uma feijoada na casa de seus familiares.

Se aqueles que murcharam nossos pneus acharam que nos prejudicaram, pode até ser, geraram transtorno e atraso no retorno, mas graças a eles, eu e o Carvalho pudemos saborear uma deliciosa feijoada.

Dentro de quadra tivemos dois tempos bastante distintos, na primeira etapa o Passo Fundo Futsal / Fasurgs / Valtra Razera foi muito mal, bem abaixo do que pode jogar e terminou perdendo por 4x2. Já a segunda etapa foi diferente, o time entrou elétrico e em menos de 5 minutos conseguiu a virada para 5x4. A pressão do adversário foi grande e o Lagoa conseguiu o empate. Fim de jogo 5x5.

A tarefa de Alexandre será fazer o time jogar como jogou o segundo tempo e não repetir os primeiros minutos de jogo. Atuando como no segundo tempo de Lagoa será muito difícil algum adversário tirar pontos do PFF.

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