A gestão das emoções

Postado por: Israel Kujawa

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As emoções fazem parte de nossas vidas, por isso, saber como elas funcionam é fundamental para dar forma a uma realidade mais satisfatória e crescente em oportunidades. As manifestações emocionais mais comuns estão vinculadas com comportamento de choro, riso, raiva, dor, medo ou amor. E, no decorrer da vida e construção da personalidade, as pessoas aprendem por repetição de comportamento que alguns ambientes estão vinculados a manifestação de condutas específicas. A gestão adequada das atitudes, portanto, inclui a avaliação, a percepção e o uso de mecanismos para lidar com calma e criatividade, diante das tensões e das pressões, que reduzem o nosso potencial.

Pesquisas vinculadas com a neurociência demonstram que uma grande quantidade de pensamentos se repetem de modo mecânico, com poucas diferenças em relação a certas pessoas, ideias, situações ou objetos, sendo possível utilizar técnicas ou recursos comportamentais que facilitam o desencadeamento de novos modos de pensar. Desse modo, a partir de conhecimentos específicos é possível perceber as relações e as influências entre os contextos e os comportamentos com o propósito de aprender a gerir as emoções. Trata-se de um aprendizado pessoal, que inclui o desejo de fazer uso de um conjunto de ferramentas que servem para uns, mas não serve para outros, por isso as receitas padronizadas são pouco eficazes.

É fato que nem sempre podemos controlar tudo aquilo que acontece em nossas vidas. No entanto, há situações que estão sob nosso controle e que podemos evitar, para melhorar a nossa integridade pessoal. Para tanto, uma diretriz recomendável é fazer uso da percepção multidimensional, agregando as dimensões cognitivas, fisiológicas e emocionais, orientadas pelo propósito de atingir os melhores estados mentais. Uma prática em expansão é o Mindfulness, que se apresenta como um recurso para administrar melhor as preocupações e ansiedades, provocadas pelo excesso de estímulos informativos e comportamentais.

Mindfulness é um termo da língua inglesa que, em uma adaptação para o português, significa atenção plena, focada no presente e na respiração. Trata-se de uma prática de salientar a mente e o que está acontecendo, observando o funcionamento do corpo e da mente. Em uma época em que somos afetados por excesso de opções, sejam elas de informação ou de comportamentos, as observações reflexivas são experiências pouco habituais.  A escolha por práticas que ativam a consciência e permitem a percepção dos fatores que influenciam as emoções, possibilitam estar ciente do próprio corpo, da mente, dos sentimentos e dos pensamentos, que interferem na construção de um estado de paz e tranquilidade. Para isso, devemos dar mais atenção ao que fazemos, ao que falamos e pensamos.

*A Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo salienta que o texto reflete a opinião exclusiva de seu autor.

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