Por que usar Emojis nas Redes Sociais?

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Usar os Emoticons (também chamados de Emojis) nas mensagens de Whatsapp, Faceboook, Instagram, tweets e em todos os tipos de comunicação se tornou muito popular nos últimos anos, particularmente em dispositivos móveis, onde eles se tornaram febre. Os Emoticons são incrivelmente divertidos e podem ajudar a aumentar o alcance de suas mensagens de mídia social e impulsionar o engajamento. No artigo de hoje vamos explicar os porquês desse fenômeno.

Os Emojis foram criados nos finais dos anos 90 pela empresa japonesa de comunicações NTT DoCoMo. A partir de então seu uso se expandiu pelo mundo.

O sucesso dos Emojis se deve ao elemento ideal da comunicação moderna: a necessidade de imediatez. Afinal, a velha máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras é perfeita para elucidar o fenômeno das caretinhas e desenhos em nossos smartphones

 Pesquisas  revelaram que os Emojis e Emoticons amplificam qualquer mensagem que queiramos transmitir. Dessa forma, um Emoji irritado deixa uma mensagem com uma reclamação mais hostil e um Emoji feliz é capaz de multiplicar – e muito – a alegria transmitida por um texto.

Há uma série de pesquisas acadêmicas que se dedicam a analisar o impacto dos Emojis em nossa cultura. Uma delas foi realizada pelo Dr. Ownen Churches, da Universidade Flinders, na Australia. Ele descobriu algo surprreendente: o cérebro humano reage aos emojis da mesma forma como se comporta frente aos rostos humanos de verdade. Para o pesquisador o cérebro humano aprendeu a reconhecer um Emoji – como o da carinha sorridente “:-)” – de tanto ter que interpretá-lo. Como consequência, isso se converteu em “uma resposta neurológica culturalmente assimilada”.

Jeremy Burge foi o fundador da “Enciclopédia de Emojis Online”, para ele  “Os emojis são a melhor forma de agregar personalidade a uma conversa textual”. De fato, muitas vezes, somente o texto não é suficiente para garantir um sentido – e sentimento – evidente à mensagem. E quando falamos de sentimento, os brasileiros são os mais acalorados, por isso o fenômeno é bem mais proeminente por aqui.

De certo modo os Emojis são parecidos com os rostos humanos (as carinha, caretinhas...) por esse motivo são muito mais pessoais em termos de impacto psicológico do que se fossem simplesmente considerados uma série de ícones visíveis em uma tela.

Outro estudo feito por especialistas mexicanos também trouxe a tona reação das pessoas frente os Emojis. Foram colocados dois grupos de pessoas que conversassem através de computadores. Um dos grupos podia usar Emojis durante a conversa, o outro não. Como resultado do processo, as pessoas que puderam usar Emojis disseram que desfrutaram do processo, muito mais do que aquelas que só podiam escrever somente com texto.

Como contrapartida, atenção às comunicações formais (chefe, potenciais clientes de segmentos mais sóbrios –médicos, advogados etc– ou os primeiros contatos com qualquer pessoa, aprenda a “ler” as circunstâncias de coerência para não passar uma imagem infantil ou informal demais.

Tratando-se de Marketing os Emojis produzem mais efeito nas gerações X, Y e Z, com destaque para os “millenials (pessoas que passaram para a fase adulta na mudança do milênio, ou seja, as pessoas que nasceram nos anos 80 e no começo dos anos 90). Devido à circunstância histórica, estas pessoas cresceram expostas aos Emojis e se comunicam diariamente através destes símbolos nas diferentes plataformas sociais. 

Grandes empresas do setor alimentício, moda e até mesmo automobilístico tem em suas campanhas de Marketing cases de muito sucesso com ideias criativas a partir do uso de Emojis. O perfil de público composto por “millenials” estão mais habituados e já tem os Emojis melhor codificados em sua comunicação cotidiana. Se o seu produto, serviço, marca, tem como foco atingir essa geração, use e abuse das “caretinhas” na sua comunicação!

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Ionara Lermen é Publicitária. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Criação para Multimídias. Está à frente de @iomidia, onde atua com Marketing para Redes Sociais.

 

 

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