Doença do Refluxo Gastroesofágico – Diagnóstico

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Um profissional da área de saúde pode encaminhar as pessoas com suspeita da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) a um médico especialista em doenças do aparelho digestivo para diagnóstico e tratamento.

Algumas vezes, quando se suspeita de DRGE, são prescritas alterações do estilo de vida e medicamentos como primeira linha de tratamento. Se os sintomas melhoram não há necessidade, geralmente, de outros exames. No entanto, se os sintomas não melhorarem, é necessário realizá-los para confirmar o diagnóstico. Pessoas com possível DRGE e que têm dificuldade para engolir, também devem realizar exames.

Não existe um exame completamente preciso para o diagnóstico de DRGE. No entanto, vários deles podem ajudar a diagnosticá-lo:

Seriografia de esôfago, estômago e duodeno (EED): Geralmente um médico não usa uma seriografia EED para diagnosticar refluxo ácido ou DRGE. No entanto, o teste pode fornecer uma visão da forma do trato gastrointestinal superior. Este exame é realizado por um técnico de Raio X em um hospital ou um centro ambulatorial e um radiologista que interpreta as imagens. Este exame não necessita de anestesia.

A pessoa deve estar em jejum antes do procedimento, conforme orientações fornecidas pela equipe médica. Durante o procedimento, a pessoa ficará pé ou sentado na frente de uma máquina de Raio X e deve beber bário, um líquido pastoso. O bário recobre a parede do esôfago, estômago e duodeno para que o radiologista possa ver mais claramente as formas dos órgãos aos Raio X. O bário pode mostrar problemas relacionados à DRGE, como a hérnia de hiato.

Embora uma seriografia EED não detecta uma irritação leve, ela pode detectar estreitamentos do esôfago, bem como úlceras ou feridas. Uma pessoa pode sentir distensão abdominal e náuseas por um curto período de tempo após o exame. O bário no trato gastrointestinal provoca fezes brancas ou de cor clara que pode persistir por vários dias após o exame. Um profissional da saúde dará instruções específicas sobre comer e beber depois do teste.

Endoscopia Digestiva Alta (EDA): Um médico pode solicitar uma EDA se a pessoa continua a ter sintomas de DRGE, apesar das mudanças de estilo de vida e tratamento com medicamentos. A endoscopia é um teste comum usado para avaliar a gravidade da DRGE. Este procedimento envolve o uso de um endoscópio para ver o trato gastrointestinal superior. Um endoscopista realiza este exame em um hospital ou um centro ambulatorial.

A pessoa pode receber um anestésico líquido que é gargarejado ou pulverizado na parte de trás da garganta. Se a sedação é usada, um profissional de saúde irá colocar uma agulha intravenosa de (IV) na veia da pessoa. Depois que a pessoa recebe a sedação, o endoscopista cuidadosamente introduz um endoscópio através da boca e o esôfago e depois para o estômago e duodeno. Uma pequena câmera montada no endoscópio transmite a imagem de vídeo para um monitor, permitindo um exame minucioso da mucosa.

O endoscopista usa o endoscópio para realizar biópsias, quando necessário, um procedimento no qual é retirado um pequeno pedaço de tecido da parede do órgão examinado. O patologista irá examinar o tecido com um microscópio e determinar a extensão da alteração porventura existente. O médico diagnostica DRGE quando o exame mostra lesão de esôfago em uma pessoa que teve sintomas compatíveis com a doença.

 

Monitorização do pH esofágico (pHmetria esofágica de 24 horas): O teste mais preciso para detectar refluxo ácido, a pHmetria esofágica mede a quantidade de líquido ou ácido no esôfago quando a pessoa realiza suas atividades habituais, inclusive ao comer e dormir. Um médico realiza este teste em um hospital ou um centro de ambulatório como parte de uma endoscopia. A pessoa pode permanecer acordada durante o teste. Sedação não é necessária para o teste; no entanto, ele pode ser usado se necessário. O exame pode ser realizado em um hospital ou ambulatorialmente.

O médico passará um tubo fino, chamado sonda nasogástrica, através do nariz ou da boca até o estômago da pessoa. Depois ele vai puxar o tubo de volta para o esôfago, sendo, então, fixado com esparadrapo na bochecha da pessoa que está sendo submetida ao exame, aí ficando por 24 horas. A extremidade do tubo do esôfago tem uma pequena sonda para medir quando e o quanto de líquido ou de ácido sobe para o esôfago. A outra extremidade do tubo, ligado a um pequeno dispositivo colocado na cintura do paciente, registra as medições realizadas.

Concomitantemente, o paciente aperta um botão sinalizando o horário que ingere alimentos, quando se deita, quando tem sintomas de DRGE, construindo o seu diário. O gastroenterologista analisa, ao final, as correlações entre sintomas, hábitos, alimentação e horários do dia onde o refluxo ocorre. O procedimento também pode ajudar a mostrar se o refluxo provoca sintomas respiratórios.

Manometria esofágica: A manometria esofágica mede as contrações dos músculos do esôfago. Um médico pode solicitar este exame quando se considera a possibilidade de cirurgia antirreflexo. A pessoa recebe um spray anestésico no interior das narinas ou na parte de trás da garganta. Um tubo macio, fino é introduzido através do nariz até o estômago.

Depois, a pessoa engole enquanto o médico puxa lentamente o tubo de volta para o esôfago. Um computador mede e registra a pressão das contrações musculares em diferentes partes do esôfago. O teste pode mostrar se os sintomas são devido a um músculo fraco do esfíncter inferior do esôfago. O profissional de saúde também pode usar o teste para diagnosticar outras doenças do esôfago que podem apresentar sintomas semelhantes à azia. A maioria das pessoas pode retomar à atividade habitual, comer e ingerir medicamentos, logo após o teste.

Na próxima semana, conversaremos mais sobre a doença do refluxo. Até logo!

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