O pensamento e o comportamento

Postado por: Israel Kujawa

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A importância de avaliar as relações entre pensamento e comportamento foram impulsionadas no século XX por Sigmund Freud, ao demostrar que a singularidade da conduta humana pode ser explicada pelo modo individual de lidar com as três dimensões psíquicas, que são o Id o Ego e o Superego. Essas três dimensões, podem ser genericamente caracterizadas como primitiva/instintiva, racional/individualmente elaborada e social/moral, realçando a importância de explicar o comportamento mediante a análise do pensamento. Conjuntamente com as abordagens decorrentes da construção freudiana, a Psicanálise Lacaniana ou a Psicologia Analítica Junguiana, se apresentam como ferramentas para entender, alterar ou administrar condutas.

A disciplina e as técnicas necessárias para avaliar o pensamento, identificando as fronteiras e transições entre o comportamento primitivo, emocional, racional e social devem ser praticadas.   Várias estratégias podem ser empregadas na projeção da atuação, por meio do isolamento ou integração em um grupo, para evitar o mal estar e experimentar a felicidade, o prazer e a realização. Independentemente da opção, se faz necessário observar que o isolamento é afetado pela realidade exterior e o afeto/proteção fornecida pelos outros é permeado pelo inconveniente do individualismo.

Cada indivíduo deve identificar o tipo de felicidade mais importante para si próprio, sabendo que é impossível chegar a um estado de plenitude. Nenhuma estratégia irá funcionar como fórmula universal para o comportamento individual, pois as mesmas passam pela singularidade da constituição mental. As auto análises podem auxiliar na adaptação ao ambiente externo, se apresentando com uma chave para a construção da satisfação pessoal.

As insatisfações nas relações entre o indivíduo e a sociedade estão permeadas pelo impasse, das formas de vida mecânicas e tecnológicas, que paradoxalmente restringem os espaços do humano. A liberdade e a realização individual é exercitada nas fronteiras entre as pulsões da dimensão mental primitiva, a fragilidade do corpo e as imposições do mundo social. A consciência desses contextos movediços, supõe a interpretação da cultura e dos modos de existir coletivos como opções e construções humanas, que decorrem da coerção, da capacidade de renunciar a pulsão e administrar os instintos.

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