O futebol e a violência

Postado por: Dilerman Zanchet

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Quando você vê imagens, cenas como as que ocorreram em Joiville, que chamaram a atenção do mundo todo, com comentários de todo o mundo, está na hora de parar para refletir: Até onde? Até quando? Por quê?

 Para quem assiste televisão, as madrugadas de domingo reservam, em alguns canais esportivos, aquilo que chamam de MMA, que não passa de uma briga entre dois seres humanos (há quem os classifique de animais, mas não gostaria de desqualificar os irracionais). Agora não precisamos mais perder o sono e ver pela tv. Basta ver um jogo de futebol. E futebol no país da Copa. No país que, dizem, é o melhor do mundo. Será?

Somos um dos mais destacados em corrupção (há quem afirme que o mensalão não existiu), em tirar proveito até em fila para senha (basta ir a uma agência bancária e você vê isso) e, não é de agora, os mais violentos.

Na Europa, na década passada, dirigentes de clubes e autoridades conseguiram terminar com a violência nos estádios, através do fim das torcidas organizadas. No Brasil, na “terra de ninguém”, ninguém está preocupado com isso. Os dirigentes das Federações não estão, pois se tomarem alguma atitude, perdem os votos das agremiações. Os das agremiações não estão, pois ao terminarem com as torcidas organizadas, perderão força nos conselhos e não conseguirão se eleger. Os integrantes das organizadas? Bem... estes (em sua grande maioria), são desqualificados. Basta ver o histórico dos que se envolvem nas confusões.

Prisão para três ou quatro dos que se envolveram em Joinville? Só isso? Eram dezenas, quase centenas deles se degladiando. Três ou quatro presos é muito pouco.

Mas, se prenderem todos, onde vão colocá-los, já que o sistema prisional brasileiro é outro caos? E ainda tem o Bolsa-Cadeia. Ha ha ha ha! Ponto para eles. Dane-se a população. Dane-se quem gosta de ir ao estádio. Vamos continuar alimentando organizadas e dirigentes inescrupulosos.

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