A Copa, a Seleção e o Brasil

Postado por: Dilerman Zanchet

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Domingo, por volta da hora do almoço, enquanto meus amigos cavalgavam pelas cachoeiras dos Aparados da Serra, em Porto Alegre um ex-aluno da Universidade de Passo Fundo (a UPF não escolhe seus acadêmicos), aproveitando-se do momento, determinou a soltura de Lula. Fácil assim. Rasgou a Constituição, desrespeitou seus pares, seus superiores e acatou um Habeas impetrado por uma pessoa que sequer advogado da parte era. Ha sim, o tapejarense trabalhou para o PT por mais de 20 anos. 

Vergonhoso!

A safadeza judiciária vai até onde? Esse vai e vem de prende e solta, ocorrido domingo, é mais uma das tantas falhas determinadas por um Código Penal ultrapassado e com viés “democrático”, que serve tanto à condenação quanto à inocência. Vergonhoso, mas brasileiro.

O Brasil passou a noite de sexta-feira e o sábado todo, até domingo pela manhã, tentando remoer a eliminação da Seleção Brasileira na Copa. E que aconteceu no tempo certo. Nada de injustiça.

A injustiça que eu vi, e torço muito para o técnico Tite, foi ele ter deixado de lado os jogadores brasileiros, daqui mesmo, para ter levado estrelas milionárias, sem emoção, sem o prazer de jogar pela camisa, como fez Pelé, Tostão e outros tantos. Dunga foi um exemplo de dedicação e caráter, mas ao responder mal a um apresentador da Globo, foi execrado pelo país inteiro.

A disciplina da CBF para a Seleção permitiu mulheres, farras e até cabelereiros na concentração, para que os jogadores aparecessem “bonitos” nos jogos. Afinal, mais da metade do mundo estaria em frente à Tv. Isso é “marketing”.

A CBF, uma entidade pilantra, que é mais suja que muitos partidos políticos daqui, e você sabe aos quais me refiro, tem que sofrer uma intervenção. E das fortes.

Enfim, tivemos na Copa o que merecemos e, traçando um paralelo, aquilo que fizemos nas urnas há quatro anos: Nada!

Jogamos nosso voto ao léu. Trocamos nossos votos por gasolina, galinhadas, cervejadas e cargos. Alguns são de tamanha confiança que acreditam até em Papai Noel, tão forte a convicção de que mesmo julgado e condenado em todas as instâncias, Lula não deve nada. É inocente (há coitado!).

Enfim, futebol e política. Coisas que o Brasil está devendo ao mundo, há tempos.

Vou me abster de comentar as individualidades. Não merecem espaço.

 

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