Desembargador que mandou soltar Lula é de Tapejara e estudou na UPF

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O desembargador Rogério Favreto, é natural de Tapejara. Nasceu, em 1966, na comunidade de São Domingos. Seus pais eram agregados em uma propriedade rural. Teve uma infância de superação, trabalhou na roça, teve dificuldades para deslocar até as escolas onde estudou e para cursar Direito na Universidade de Passo Fundo. Na vizinhança é conhecido como um conterrâneo vencedor, que passou em concurso na prefeitura de Tapejara e depois abandonou a carreira no serviço público municipal para trabalhar na assessoria jurídica de Tarso Genro, prefeito de Porto Alegre. 

Quando Tarso assumiu o Ministério da Justiça, levou o advogado para assessorá-lo. Depois, Favreto atuou com o ex-ministro José Dirceu. Foi filiado no PT por 20 anos, até ser indicado pela presidente Dilma Roussef para integrar o Tribunal de Justiça, que tem 27 desembargadores, parte de carreira e parte indicado por políticos e pela Ordem dos Advogados do Brasil. A sua indicação para o Tribunal Regional Federal (4ª Região), já fora cercada de polêmica. Houve um pedido de impugnação com a alegação de que ele não havia exercido 10 anos ininterruptos de advocacia, conforme prevê a regra.

Foi uma voz destoante no Judiciário, ao defender investigação de Sergio Moro e criticar a Operação Lava Jato. Com toda essa identificação com o Partido dos Trabalhadores, esperava-se que ele se abstivesse de analisar um caso referente a Lula. Mas, 32 minutos após ter assumido o plantão, o que não ocorria desde janeiro devido ao rodízio com os desembargadores, acatou um pedido de três deputados petistas e mandou soltar o ex-presidente da República. Ao ver a rejeição de sua determinação por colegas da Corte, Favreto fez algo inédito em um tribunal, despachou mais duas vezes pela soltura do preso. 
A consequência, são seis denúncias já protocolados no Conselho Nacional de Justiça contra a atitude do magistrado, sendo uma delas pela OAB Nacional. 
Na imprensa nacional e na internet o desembargador é acusado de macular a imagem do Judiciário. 

Em sua terra, Tapejara, mensagens circulam nas redes sociais dizendo que o povo de Tapejara pede desculpas ao país.

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