O direito de ir e vir

Postado por: Alcindo Neckel

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Nas vias públicas, usualmente, existem três segmentos dos quais compõem a mobilidade: o apropriado para o trânsito de veículos e, em conjunto, dois passeios destinados à circulação de pedestres. Nesses últimos casos, calçadas públicas, tem por objetivo principal proporcionar uma adequada e segura mobilidade, independente de condições físicas, qualquer cidadão possa usufruir.

Segundo os estudos da bolsista voluntária do NEPMOUR e acadêmica da escola de Arquitetura e Urbanismo da IMED, Laura Pasa Cambrussi, garantir e qualificar as vias pedestres sempre foram temas abrangentes e complexos para as cidades. As deficiências estruturais, os empecilhos causados por construtoras que avançam os recuos mínimos, forçando então o transito do indivíduo pela rua, os estabelecimentos que usam de forma irregular o espaço, dentre outras barreiras diárias, tornam difícil recuperar a função pública das calçadas como espaço de circulação e de segurança.

 É importante salientar que em Passo Fundo existem obras de estrutura de mobilidade que estão sendo desenvolvidas, mas infelizmente, não suficientes a demanda. Além disso, a falta de fiscalização adequada, principalmente nas áreas centrais da cidade também dificulta a garantia do espaço dos cidadãos.

Portanto, cabe a cidade a responsabilidade pelas suas calçadas urbanas e, aos usuários, o cuidado e também a incumbência de denunciar qualquer objeção do seu direito. A falta de sinalização, a necessidade de uma calçada nova, o tempo semafórico insuficiente para a travessia ou qualquer problema que dificulta a mobilidade, deve ser relatado aos órgãos públicos esperando que assim, todos cumpram seus papéis, tornando a cidade mais humana, garantida e agradável. 

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