Abatedouros do interior de Passo Fundo estão fechando

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Pequenos produtores lembram com saudades da época em que havia 11 bancas de carnes e embutidos na feira do produtor, tradicional venda que ocorre todas às segundas, quartas e sábados, na Gare de Passo Fundo. 

Eles não conseguiram acompanhar o nível de exigências imposto pela fiscalização municipal e fecharam. Hoje, tem apenas um feirante comercializando esse tipo de produtos (Ficanha) e caso não consiga seadequar à mais uma série de exigências, em 30 dias deverá fechar também. Perde o consumidor que não dispõe mais dos produtos para comprar e os demais feirantes que temem pela continuidade da feira sem carnes, salames e outros embutidos.

A reportagem das Rádios Planalto, percorreu o interior e conversou com alguns produtores. A partir de hoje, será publicado o relato de cada um. 
Sandro Ankler, manteve sua agroindústria durante cinco anos, em Santa Gema. Hoje, está desativada. “Se eu quiser continuar fabricando salame, a fiscalização exige que eu construa uma nova sala climatizada, até agora dava para trabalhar assim, agora não dá mais, tenho uma dívida de R$ 77 mil no banco, construí isso com minhas próprias mãos, não tenho capital de giro, não posso continuar produzido e minha renda era só daqui”, relata o agricultor, que tem apenas três hectares de terra e teme que tenha que entregá-la ao sistema financeiro.
O secretário do interior, Antônio Bortolotti, disse que a ideia é adequar essas agroindústrias para habilitá-las à comercialização em todo o Rio Grande do Sul (Suasa). Ankler, disse que por um lado seria bom pois pagariam menos imposto, mas falta condições financeiras para fazer essas adequações.

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