Projeto Rio Passo Fundo: educação ambiental em pauta

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Uma sala de aula cheia de alunos atentos, cadernos abertos e canetas em mão. Este foi o cenário encontrado pela equipe do Projeto Rio Passo Fundo não apenas em Passo Fundo, mas, também, nas escolas visitadas na região. Desenvolvido pelo Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), com o apoio do Museu Histórico Regional (MHR), do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) e do Comitê Rio Passo Fundo e realizada a partir do patrocínio do Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018, o Projeto realizou, desde 2017, diferentes ações que buscaram compreender a visão dos alunos a respeito do Rio Passo Fundo e, também, fornecer instrumentos e informações a respeito do uso dos recursos hídricos.

Papel educativo

Uma das primeiras ações encaminhadas dentro do Projeto Rio Passo Fundo foi a distribuição de questionários investigativos. Além de serem aplicados nas comunidades e cidades visitadas, os questionários foram enviados para escolas e trabalhados em sala de aula. O retorno aos alunos foi realizado através de palestras e oficinas que abordaram a importância da água para a vida. Além dos questionários, outras ações educativas – aplicação de oficinas, participação em feiras e projetos – foram realizadas. O objetivo é um só: proporcionar conhecimento para a comunidade da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo.

Para Débora Bueno, integrante da equipe de metodologia do Projeto, trabalhar a educação ambiental é trabalhar a questão de pertencimento. “O Projeto tem como intuito reconstruir a história desse rio que é tão importante para nós e para 30 municípios que compõe a Bacia Hidrográfica”, inicia. “E só damos valor para aquilo que conhecemos. E a reconstrução dessa história é essencial para que as pessoas comecem a valorizar esse recurso e se sensibilizem diante dele. Costumo dizer que o objetivo é conhecer para pertencer: a pessoa só se identifica com aquilo que ela realmente conhece”, explica.

Kélen Scherer da Costa, que também integrou a equipe de metodologia, acredita que a educação ambiental possibilita que o sujeito compreenda sua relação com o meio ambiente. “Assim, é possível instigar um olhar mais amplo e sensível com as questões sociais e suas transformações. É por intermédio desses processos que as pessoas constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente e para a consolidação de uma sociedade mais justa e equilibrada ambientalmente.”, comenta. “O Projeto Rio Passo Fundo possibilitou a aproximação da equipe, tanto com as crianças, através das ações realizadas nas escolas, quanto com a comunidade. Levou até esses grupos a possibilidade da troca de conhecimento, através de uma construção coletiva”, complementa.

Exposições

Com a abertura do circuito de exposições, no dia 10 de agosto, a partir das 14h, no Portal das Linguagens, outras ações serão realizadas dentro dos Museus. “As exposições resultam de todo o processo que passamos no Projeto e vão estar abertas para que as pessoas tenham acesso às informações e percebam a significância e a importância desse Precisamos conhecer o nosso rio para se sentir parte dele”, conclui Débora.

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