Os diferentes chamados em nossa vida!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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A tradição eclesial brasileira acentua o mês de agosto como o mês vocacional. É uma forma de refletir as diversas formas de participação na vida eclesial segundo o que os dons e carismas próprios de cada pessoa.  Esta iniciativa parte da compreensão que a vida do que vida do ser humano é marcada por diferentes chamados nos quais inclui-se participação em uma comunidade religiosa como dimensão de fé.

O primeiro é o chamado à existência, a ter uma vida. Este não depende da pessoa. Foi consequência da intencionalidade de terceiros, para nós cristãos chamado de Deus. Deus chama a pessoa, imprime nela o sopro da vida. A responsabilidade diante deste convite divino é o cuidado pessoal através das atitudes de zelo, respeito e consideração pela própria vida.   É responsabilidade primeira o cuidado da nossa existência.

Existe um segundo chamado, este ligado a tradição de fé e vida comunitária.  Implica na participação ativa na comunidade. Colocar o que sabe fazer, os dons e potencialidades à serviço. Neste mês de agosto a Igreja Católica refletirá estas dimensões da vida de fé enquanto ministros ordenados, constituição da vida familiar, vida consagrada, ministérios leigos. Têm uma incidência significativa na vida da Igreja.

Cabe considerar um terceiro chamado. A referência aqui é a vida em sociedade, mais especificamente a participação social. O mundo é a casa da humanidade e a sociedade é a institucionalização da convivência nesta casa. A boa sociedade depende da participação de cada cidadão, segundo o princípio do bem comum. Emerge desta constatação a palavra “cidadania” que é o direito à vida em sociedade em condições de igualdade com todos e também a responsabilidade de zelar pela sociedade. Então cidadania é um direito e um exercício de responsabilidade.   A falha no exercício de uma destas dimensões implica na vida do sujeito de uma forma negativa. O chamado ao exercício da cidadania é uma forma de transcendência, de saída de uma existência individualizada para um caminho de participação social. Contudo o exercício da cidadania não conduz necessariamente para a defesa de pautas corporativas, equivoco normalmente cometido, mas verdadeiramente a busca do bem comum, o bem de todos os que habitam a casa comum.

Os três chamados aqui nominados não se excluem. Se complementam segundo o princípio do sentido da vida, da participação de uma comunidade de fé e da construção do bem comum pela vida em sociedade.  

 

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