A felicidade da população agora em índice

Postado por: Alcindo Neckel

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Usualmente, para qualificar uma cidade, são usados índices e análises como o PIB (Produto Interno Bruto), que leva em conta a riqueza produzida em determinado tempo. Entretanto, segundo os estudos da bolsista voluntária do NEPMOUR (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Mobilidade Urbana) e acadêmica da escola de Arquitetura e Urbanismo da IMED, Laura Pasa Cambrussi, percebe-se que muito se deixa passar não levando em conta problemas sociais, qualidade de vida ou desigualdades presentes no dia-a-dia da população.

Neste sentido, no Sul da Ásia, um novo conceito em forma de índice foi desenvolvido, a Felicidade Interna Bruta e foi reconhecida como novo modelo de desenvolvimento em 2012, pela ONU. A mesma diz respeito, além dos aspectos econômicos, também à conservação ambiental e a qualidade de vida das pessoas que, para os elaboradores, são variáveis importantes no desenvolvimento e precisam ser levadas em conta.

O conceito e suas ramificações estão ganhando a atenção mundial, despertando o interesse na busca de um novo modelo de civilização, mais feliz, não apenas economicamente. Para que se possa aplicar em qualquer cidade, a Felicidade Interna Bruta foi dividida em nove categorias: Bem-estar, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida.

No Brasil, principalmente no estado de São Paulo, a FIB está em fase de pesquisas experimentais, com pequenos avanços. Por ser uma nova possibilidade de analisar e classificar cidades, pode ser adotado ou não pelo governo, que terá de planejas metodologia, analise e aceitação. Neste sentido, se implementada como parâmetro, dependerá da participação intensa da população, transcrevendo em dados sociais, suas realidades, tornando assim, a felicidade urbana em índice econômico.

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