A casa está pronta

Postado por: Adalíbio Barth

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Os membros de uma Instituição estavam preocupados em formar líderes para a continuidade de suas obras. Primeiramente construíram um grande prédio, com todos os cômodos necessários: quartos, salas de reuniões, de estudos, biblioteca, cozinha, lavanderia, capela para as celebrações e adquiriam mais algumas áreas anexas para o bom funcionamento da casa.

Concluída esta etapa, dedicaram uma grande assembleia para discutir as regras do funcionamento da casa, bem como as diferentes dimensões da formação. Chegaram num acordo invejável: todos os alunos seriam formados na dimensão humana conforme as melhores conquistas psicológicas e pedagógicas. Na dimensão cultural, além do favorecimento de uma biblioteca atualizada, haverá colaboração de bons orientadores de estudo. Na dimensão espiritual serão formados com base na Palavra de Deus e na vivência e cultivo do amor fraterno. Haverá formação afetiva que levará os formandos a optarem livremente a ingressar no trabalho da Instituição. E finalmente haverá uma formação pastoral que entusiasme a todos pela causa da Instituição.

O documento foi aprovado por unanimidade. Todos o aplaudiram em pé. Agora em diante, as normas e as dimensões da formação dos alunos tinham orientação segura. Sentiram-se vitoriosos com a elaboração de um documento que custou muito tempo de trabalho e finalmente é dado à publicação. Agora, basta formar a todos dessa maneira e tudo está resolvido.

Depois que a casa foi construída, com todos os recursos necessários para uma formação integral e depois de serem elaboradas as normas e orientações para uma boa formação dos alunos, eis que surgiu a pergunta: E agora haverá alunos para esta casa? Como consegui-los? O que atrairá os formandos para esta Instituição?

A Bíblia já alertava: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Sl 126,1). Foi construída uma casa que ninguém quer e nem consegue habitar. Se a Instituição não motiva e não atrai, dificilmente haverá alunos que nela apostem. Os jovens estão dispostos a dar a vida por uma causa que vale à pena. As palavras comovem e os exemplos arrastam.

 

 

 

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