Responsabilidades para com a família!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Estamos na Semana Nacional da Família, uma mobilização motivada pela Igreja Católica com o objetivo de ajudar a refletir a importância da vida familiar para o ser humano, Igreja e também para a sociedade. Sabemos que as configurações familiares têm mudado ao longo do tempo, ampliando o que se conhece como núcleo familiar tradicional. O desafio   exige a compreensão desta realidade e também encontrar caminhos de apoio e atenção às famílias nas suas diferentes configurações, porque a família tem uma importância fundamental no âmbito pessoal, social e eclesial como escreve o Papa Francisco na Exortação Amores Laetitia: o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja (cf. AL 31)

A referência ao âmbito pessoal diz respeito à necessidade de todo o ser humano ter um núcleo afetivo de base. Nascemos no seio de uma família e passamos boa parte de nossa infância, adolescência e juventude ligados a ela, seja qual for a sua configuração. Em determinado momento da vida muitas pessoas sentem-se impelidas a constituir a sua própria família assumindo um processo de grande responsabilidade. Assumir uma trajetória de vida desligada deste núcleo afetivo é prejudicial a qualquer ser humano, basta ver a simbologia dos encontros familiares. É muito mais do que um encontro para comer e beber. É o encontro de uma família que celebra a sua trajetória, muitas vezes marcada por lutas e superações. A referência pessoal lembra que cada pessoa é responsável pela sua família, pois ali é o lugar do exercício do amor feito doação.

A segunda dimensão tem implicância social. A família é uma instituição social reconhecida. É o núcleo fundante e estruturante da vida em sociedade e isto é reconhecido pelos tantos documentos que circulam como comprovação de uma ligação familiar seja conjugal, de filiação ou parental.   Sem a estruturação institucional de família a sociedade teria outra configuração.  Demanda daí a responsabilidade da sociedade e do Estado proteger a família pois esta é o seu núcleo central e fator de equilíbrio.

A terceira dimensão tem a ver com o compromisso da Igreja. Pela importância da família na vida pessoal e social, a Igreja dedica a ela grande atenção. Por isso a proposição de uma semana de reflexão sobre a vida familiar no desejo de que seja o “evangelho do amor”. Implica no cuidado, atenção e zelo por todas as famílias, as configurações reais que Deus coloca sob a responsabilidade da Igreja, porque a família é uma Igreja doméstica é uma célula para transformar o mundo (cf. AL 324). Abençoa Senhor as famílias amém!

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