O constante trabalho de captura de infratores

Postado por: Gilnei Fogliarini da Costa

Compartilhe

Tornaram-se rotineiras as prisões de foragidos e procurados pela justiça, passando a ser uma das principais tarefas dos operadores da segurança pública. A captura de indivíduos que já deveriam estar presos tem sido constante, não são raros os casos em que a polícia prende o mesmo sujeito mais de uma vez na mesma semana, às vezes no mesmo dia.

Há casos que o transgressor mesmo preso em flagrante não fica encarcerado por ter direito às medidas cautelares diversas da prisão, e uma delas é ficar em liberdade, e aproveitando-se deste benefício “legal” rapidamente está nas ruas realizando novos delitos.

Outro fato é o retrabalho das polícias em realizar prisões de foragidos, casos de detentos que ganham o benefício do regime semiaberto e quando saem para trabalhar não retornam aos presídios, muitos ficam nas ruas cometendo novos delitos, aumentando a sensação de insegurança e causando indignação à sociedade e aos policiais.

Vários são os motivos alegados por quem defende os “direitos” destes sujeitos, o primeiro é dizer que todos têm o direito de responder por seus atos em liberdades, e que até a condenação são inocentes, outra alegação é a superlotação dos presídios, fato que não podemos negar, pois além de lotados são lugares em condições desumanas.

Mas que culpa tem a sociedade? Que culpa tem as vítimas destes infratores? Precisamos conviver diariamente com esta sensação de impunidade?

Necessitamos urgentemente de vagas e qualidade em nosso sistema prisional, onde caibam todos aqueles que cometeram ilícitos, e que estes possam ser ressocializados, precisamos de leis que permitam completar o ciclo da prisão e reclusão, precisamos dar uma resposta à sociedade, garantir às vítimas que seus maus feitores permaneçam no cárcere. Isto também é uma forma de valorizarmos o trabalho das polícias e garantir a tão almejada sensação de segurança.

Leia Também Pobreza de propostas em campanhas eleitorais Alimentos aquecidos a altas temperaturas e risco de câncer Armando, Nicanor e Itamar. Nossa Senhora Aparecida, clamamos por paz!