Antecessores do Fusca – parte III

Postado por: Júlio César de Medeiro

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Se os projetos anteriores do Professor Porsche contribuíram para que o Fusca fosse desenvolvido e construído, mantê-lo no mercado como um produto atrativo e desejado era outra tarefa, tão ou mais complicada. Uma das estratégias do estado alemão, na época, foi eliminar a concorrência. Foi assim com o Tatra 87, descontinuado assim que a Alemanha invadiu a Tchecoslováquia, em 1939.

Os aerodinâmicos Tatras já eram conhecidos pelo alto oficialato alemão e o próprio Hitler os conhecia e admirava. Eram carros resistentes e bonitos, além de contar com um fino acabamento interno. Possuíam motor traseiro refrigerado a ar, um V8 OHC  de 2.9 litros que rendia assombrosos (para a época) 85 cv.

Seu desenho aerodinâmico unido ao grande motor fazia com que o Tatra 87 desenvolvesse velocidades muito acima das médias da época com relativa economia de combustível. Famoso por realizar longas viagens em velocidades acima de 160 km/h, seu consumo médio era aproximadamente 8 km por litro. Isso é uma ótima média considerando-se que o Tatra 87 tinha mais de 5 metros de comprimento e pesava quase 1400 quilos.

Tantas qualidades tornavam o Tatra 87 um entrave para a popularização do Fusca, principalmente nos territórios ocupados. Assim, logo que a Morávia (região Tcheca onde a Tatra estava instalada) foi invadida, a fábrica foi confiscada e desativada.

Após o término da 2ª Guerra Mundial, a Tatra voltou a operar e o Tatra 87 foi produzido até 1950. A fábrica permaneceu montando automóveis até 1999 e hoje mantém apenas sua famosa linha de caminhões pesados de tração integral, de 4x4 até 18x18.

Na próxima semana abordaremos outro projeto alemão, esse desenvolvido pelo engenheiro que muitos aclamam como o verdadeiro pai do “Volkswagen”, ou “carro do povo”. Grande abraço!

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